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Estudo do Dieese aponta que salário mínimo deveria ser de R$ 5.315

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Estudo do Dieese aponta que salário mínimo deveria ser de R$ 5.315 Unsplash
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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou a Pesquisa Nacional de Cesta Básica de Alimentos para março de 2021. No estudo, a instituição aponta que o salário mínimo de uma família composta por dois adultos e duas crianças deveria ter sido de R$ 5.315 em março. Neste ano, o piso nacional está em R$ 1.100, cinco vezes menor que o valor apontado.

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Fonte: Dieese

O levantamento do Dieese usa como base o preço da cesta básica mais cara do país, que, em março, foi a de Florianópolis (R$ 632,75). Em seguida estão as de São Paulo (R$ 626,00), Porto Alegre (R$ 623,37) e Rio de Janeiro (R$ 612,56). Entre as cidades do Norte e Nordeste, Salvador registrou o menor custo (R$ 461,28).

Entre fevereiro e março, o custo médio da cesta básica de alimentos diminuiu em 12 cidades e aumentou em outras cinco. As maiores reduções ocorreram em Salvador (-3,74%), Belo Horizonte (-3,11%), Rio de Janeiro (-2,74%) e São Paulo (-2,11%). As capitais com as maiores altas foram Aracaju (5,13%) e Natal (2,83%).

Na comparação anual, o preço do conjunto de alimentos básicos teve aumento em todas as capitais pesquisadas, sendo que as cidades da região Sul acumularam as maiores taxas.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em março, ficou em 109 horas e 18 minutos, menor do que em fevereiro, quando foi de 110 horas e 22 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), nota-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em março, na média, 53,71% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.

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Principais variações

O café em pó apresentou alta em 14 cidades. A colheita de café deve se iniciar em algumas regiões apenas em abril. O valor médio do quilo de feijão aumentou em 13 capitais. As altas se devem ao controle de parte da oferta pelos produtores, para que não houvesse queda nos preços, no entanto, a demanda seguiu baixa, em virtude da redução na renda das famílias.

O preço do quilo do açúcar aumentou em 12 cidades entre fevereiro e março. Ainda em entressafra, as usinas negociaram pequenos lotes para manter a oferta reduzida e o preço elevado.

Entre as variações negativas, o valor do tomate caiu em 15 cidades, resultado da baixa demanda interna. A batata sofreu queda no quilo em sete capitais, também resultado da fraca demanda interna.

O preço médio da banana caiu em 14 cidades pelo aumento da oferta e diminuição da demanda. Já a cotação média do óleo de soja baixou em 12 capitais.

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