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Quanto é necessário para começar a investir?

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Atualmente, o número de instituições financeiras aumentou no mercado, o que, além de garantir a democratização do acesso aos investimentos, abriu oportunidades para pessoas com diferentes quantidades de capital. Conforme o interesse vem crescendo, o mito de que é preciso ser rico para começar investir vem caindo em descrença.

"Cada vez mais os investimentos estão acessíveis e democráticos para todos, não é preciso ter muito dinheiro para investir. Essa ideia de esperar muito dinheiro atrapalha as pessoas a darem o primeiro passo", afirma Juan Guillermo, operador de mesa de Renda Variável da VLG Investimentos.

Mesmo que o valor mínimo seja baixo, é sempre importante a análise do perfil de risco, aderência do produto ao portfólio de investimentos, objetivos com a aplicação e rentabilidade esperada. Essa quantidade pode variar com o tempo e está em constante mudança. No final de 2020, por exemplo, a B3 reduziu o lote-padrão mínimo para investir em BDRs e ETFs de renda variável.

O importante é manter uma frequência nos investimentos. Além disso, o mercado financeiro oferece ativos voltados para todos os públicos, desde iniciantes até investidores com grande experiência.

Investidor qualificado e profissional

Uma outra variação é sobre o perfil do investidor na distinção entre investidor qualificado e não qualificado. Essa é a classificação oficial da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a um grupo específico de investidores. Esse grupo é composto de pessoas físicas e jurídicas que têm valores investidor iguais ou maiores que R$ 1 milhão e que ateste isso por escrito. Essa característica faz com que eles tenham acesso a alguns produtos com entrada mais restrita

A CVM também considera como investidores qualificados os: investidores profissionais; quem for aprovado em algum exame de qualificação técnica ou que tenha certificação aprovada pela CVM para o registro de agente autônomo de investimento, administrador de carteira, analista e consultor de valores mobiliários, em relação a seus recursos próprios; e clubes de investimentos, se tiverem a carteira gerida por um ou mais cotistas que sejam investidores qualificados.

A principal diferença entre o investidor qualificado e o profissional é o valor mínimo aplicado. Para o profissional, esse valor é de R$ 10 milhões, o que dá acesso à investimentos ainda mais restritos.

"A partir de R$ 30 é possível investir em títulos da dívida do governo brasileiro, por exemplo. Inclusive existem ações que permitem entrada com valores baixos, sem um mínimo necessário. Existem as mais diversas possibilidades de ativos disponíveis para atender o perfil de investidor considerando disposição a tomar risco e objetivos de curto, médio e longo prazo. Inclusive, existem muitos fundos de investimentos que facilitam essa entrada, para aqueles que não sabem exatamente onde investir, através da gestão especializada de uma equipe profissional dedicada para realizar os investimentos", conclui Juan Guillermo.

Tipos de investimentos e valores mínimos

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional criado em 2002 e desenvolvido em parceria com a B3 para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas. Na prática, quando você investe no Tesouro Direto, você está emprestando dinheiro ao governo. Em troca, você recebe o valor acrescido de juros e é possível encontrar opções a partir de R$ 30.

CDB

O investimento mínimo em Certificados de Depósito Bancário pode variar conforme o título. É possível achar CDBs a partir de R$ 1 e de até R$ 10 mil. Nele você empresta o dinheiro para um banco ou financeira e, em troca, a instituição te paga o valor acrescido de juros. Este é um investimento de renda fixa privada.

LCI & LCA

Antigamente só era possível encontrar Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio com ticket mínimo de R$ 5 mil, sendo o mais comum as aplicações com valor mínimo de R$ 30 mil. Entretanto, hoje em dia é possível encontrar LCI a partir de R$ 1000.

CRI & CRA

Não há um valor mínimo de investimento em CRIs e CRAs. Muitos desses papéis são emitidos com um valor base acessível e disponível em algumas plataformas por menos de R$ 1 mil. Algumas ofertas podem ser restritas a investidores qualificados.

Debêntures

O valor mínimo para investir em debêntures é, em geral, de R$ 1000, o que equivale a uma debênture em seu valor original no mercado primário. Nesse tipo de investimento, você empresta o dinheiro para uma companhia e recebe um rendimento anual acertado no momento da compra.

Letra de Câmbio

É possível encontrar investimentos a partir de R$ 1 mil, porém a aplicação mínima pode ser de até R$ 30 mil. As Letras de Câmbio são oferecidas por sociedades de crédito, investimento e financiamento, conhecidas como financeiras.

COE

O valor mínimo para investir em Certificados de Operação Estruturada depende de cada emissão e é definido pelo próprio banco emissor. Geralmente, varia entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. Os COEs mesclam características de renda fixa e variável.

Fundos de investimento

A aplicação mínima para fundos de investimento pode ser de R$ 100 e varia de fundo a fundo. Os fundos de investimento são formados por carteiras de ativos financeiros. Por serem geridos por gestores, que tomam as decisões relacionadas ao fundo, como a classe de ativos, venda e políticas em geral, alguns custos incidem sobre eles.

Ações

Não existe um valor mínimo para investir em ações. Se uma empresa tiver papéis negociados por R$ 1, você pode comprar uma única ação por esse preço. As ações normalmente são negociadas em lotes de 100. Para comprar menos de um lote, o investidor acessa o fracionário. Nesse mercado, a liquidez tende a ser menor e pode haver diferença (spread) entre compra e venda do papel.

BDR e ETFs

Os Brazilian Depositary Receipts (BDRs) são certificados que representam ações de empresas estrangeiras e que são negociados aqui, no pregão da B3, como Disney, Google e Apple. Ou seja, você investe em títulos representativos desses papéis.

Nesse tipo de investimento, há a divisão entre BDRs patrocinados (Nível I, II e III) e não patrocinados. Em outubro de 2020, investidores não qualificados foram autorizados a negociar BDRs patrocinados a Nível I, a depender do mercado em que os valores mobiliários que servem como lastro sejam listados. Logo, o acesso a esse tipo de investimento se tornou mais democrático.

Os Exchange-Traded Fund são cestas de ativos que são acompanhados por uma gestora. Aqui, há a possibilidade de começar com baixos valores, a partir de R$ 100.

Taxas e impostos

O Imposto de Renda, para ativos de renda fixa, por exemplo, tem alíquota regressiva. Ou seja, quanto maior for o período de resgate, menor será o percentual do imposto sobre a rentabilidade. Isso beneficia quem mantém o investimento por muito tempo. Desta forma, a alíquota máxima cobrada é de 22,5% para investimento inferiores a 180 dias e a mínima é de 15% para aplicações acima de 720 dias. Esta taxa é cobrada apenas sobre o rendimento recebido.

Deve-se levar em consideração também as taxas de administração, corretagem e outras que são específicas de cada ativo.

Os investimentos são acessíveis para grande parte da população e é possível montar uma carteira independentemente do capital disponível. O que mais impacta e deve ser levado em consideração é o perfil do investidor, que deve avaliar o risco de cada aplicação, rentabilidade, prazo de investimento, custos, taxas e impostos. Por isso, é importante estudar sobre o tema e contar com ajuda profissional de alguém que entende e estuda para melhor atender as necessidades de quem quer fazer seu dinheiro trabalhar para você.

+Q1Minuto

No episódio abaixo do podcast +Q1Minuto, o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, explica sobre como o Imposto de Renda incide sobre os investimentos.

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