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Butantan entrega 1,5 mi de vacinas; Estudo aponta maior eficácia da CoronaVac com doses mais espaçadas

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Butantan entrega 1,5 mi de vacinas; Estudo aponta maior eficácia da CoronaVac com doses mais espaçadas Tânia Rêgo / Agência Brasil
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Nesta segunda-feira (12), o Instituto Butantan entregou uma remessa de 1,5 milhão de doses da CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, ao Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde.

Com mais essa entrega, o instituto chegou à marca de 39,7 milhões de doses do imunizante enviadas ao PNI. O governador de São Paulo, João Doria, garantiu que o Butantan vai cumprir o acordo feito com o governo brasileiro, mesmo com o atraso na chegada dos insumos importados da China.

“Isso nos enche de alegria e mantém o nosso cronograma de entrega de 46 milhões de doses da vacina do Butantan até o dia 30 de abril conforme o contrato. Tudo continua correndo bem até aqui para que essa entrega seja feita dentro desse volume”, afirma Doria.

A projeção inicial para o atual mês era que chegassem ao instituto 6 mil litros de insumos farmacêuticos ativo (IFA), quantidade suficiente para a produção de 10 milhões de doses na última semana.

Com o atraso da chegada dos itens, a estimativa passou para essa semana. A entidade ainda informou que até o dia 20 de abril deverão ser recebidos mais 3 mil litros e mais um lote com 3 mil litros até o final do mês.

“Tudo indica que a normalidade seguirá nos próximos dias com o fornecimento dos insumos pelo laboratório Sinovac”, comenta o governador de São Paulo.

De acordo com o Butantan, até a próxima segunda-feira (19), vão ser entregues mais 3,2 milhões de doses ao Ministério da Saúde para a vacinação da população.

Eficácia da CoronaVac

Neste domingo (11), foi publicado um novo estudo na plataforma científica SSRN sobre a eficácia da CoronaVac contra a Covid-19. O levantamento apontou que a eficácia geral do imunizante é de 50,7%. Porém, o estudo mostrou que a taxa de eficiência da vacina aumenta para 62,3% se a aplicação da 2ª dose acontecer em um período de 21 dias ou mais após a primeira.

Os resultados estão próximos dos que haviam sido apresentados pelo Butantan em janeiro deste ano. Esses números ainda terão de ser analisados por outros cientistas.

A eficácia da vacina em casos moderados e graves da doença é de 100%. Já para casos leves, que precisam de acompanhamento médico a taxa cai para 83,7%.

De acordo com os testes, a vacina se mostrou segura e o único efeito colateral apresentado foi dor no local da aplicação da injeção.

Ainda segundo a pesquisa, a CoronaVac estimula o corpo a criar anticorpos contra as variantes de Manaus (P.1), a do Rio de Janeiro e a B.1.128, mas não aconteceram mudanças significativas nos níveis de proteção.

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