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Varejo brasileiro fecha mês de fevereiro com crescimento de 0,6% em relação a janeiro

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Varejo brasileiro fecha mês de fevereiro com crescimento de 0,6% em relação a janeiro Fernando Frazão / Agência Brasil
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Nesta terça-feira (13), foi divulgado pelo IBGE a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Os dados do levantamento apontaram que, na comparação do resultado de fevereiro e janeiro, houve um crescimento de 0,6% no volume de vendas do comércio varejista nacional.

A alta veio depois de dois meses consecutivos com variações negativas somando queda de 6,3%. Com esse aumento no segundo mês do ano, o varejo alcança o mesmo patamar de setembro de 2020 e 0,4% acima do nível de antes da pandemia.

Vale ressaltar que, entre os meses de maio e outubro do ano passado, o comércio já havia apresentado aceleração. Porém, a partir de dezembro, o segmento voltou a apresentar baixa.

“O rendimento médio das famílias de baixa renda chegou a aumentar 130% com o auxílio emergencial e, por isso, o período de maio e outubro foi muito bom para o comércio varejista, que chegou a atingir patamar 6,5% acima do período pré-pandemia. Em dezembro, no entanto, o valor do auxílio diminuiu e, em janeiro, deixou de existir, e isso reduziu o consumo. Temos ainda impactando o varejo negativamente a inflação e outros fatores relacionados à pandemia, como as restrições locais ao desenvolvimento de algumas atividades”, avalia o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Das oito atividades que foram incluídas na pesquisa, quatro tiveram alta, sendo que a de livros, jornais, revistas e papelaria com 15,4%, foi a que registrou o maior crescimento na comparação com o primeiro mês do ano. Já na comparação com fevereiro de 2020, foi registrado um recuo 41% para esse segmento.

“Já faz algum tempo que esse setor tem tido queda, à medida que o mundo se digitaliza e o papel vai sendo cada vez mais substituído pelos meios digitais, mas, em fevereiro de 2021, a redução nas vendas foi bem mais forte que nos anos anteriores. Nesse caso, temos o fato de muitas escolas públicas ainda não terem iniciado novo ano letivo, por exemplo, e também o fato de muitas escolas não terem retomado as aulas presenciais. E, no geral, a pandemia já vem provocando a necessidade de mudança do material didático para melhor adaptação ao ensino remoto, reduzindo, portanto, a necessidade de livros físicos e outros artigos de papelaria”, comenta Cristiano Santos.

Também registram altas no período: as vendas de móveis e eletrodomésticos com aumento de 9,3%, tecidos, vestuário e calçados que cresceu 7,8%, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo 0,8% e móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 0,7%.

Na comparação entre o mês de fevereiro deste ano e do ano passado, o varejo assinalou uma baixa de 3,8% no índice geral. No acumulado do primeiro bimestre de 2021, o varejo apresentou recuo de 2,1% na comparação com os dois primeiros meses do último ano.

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