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Varejo da construção civil tem perspectiva de crescimento de 4% para 2021

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Varejo da construção civil tem perspectiva de crescimento de 4% para 2021 Freepik
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A construção civil, também impactada pelo período da pandemia, vem mostrando uma recuperação durante o início do ano de 2021. Esse movimento caminha com a expectativa de recuperação do setor para o ano. Mesmo com as dificuldades em relação à falta de alguns insumos e alta nos preços dos itens, entidades estimam que o segmento deve crescer neste ano.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) prevê que o varejo de material de construção tenha bons resultados no decorrer deste ano. A projeção da associação é de uma alta de 4% no faturamento do setor.

Para o presidente da Associação de Comércio de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac-MG), Flávio Gomes, o crescimento durante este ano deve ser impulsionado pelo fato das pessoas estarem com um olhar mais focado em suas moradias, devido a estarem passando mais tempo em casa.

“Temos uma excelente expectativa para o decorrer do ano, uma vez que os investimentos na moradia ganharam uma importância muito grande nessa pandemia. O home office veio com tudo e adequações na casa são necessárias também. Muitos projetos iniciando e muitas obras retomadas. A liberação de diversos créditos através da Caixa, também, impulsionará o Setor no decorrer do ano”, afirma o presidente Acomac-MG.

Segundo os dados da última Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE, no comércio varejista ampliado, o segmento Material de Construção registrou aumento de 17,9% no volume de vendas no mês de fevereiro em relação a janeiro. No primeiro mês do ano, a alta foi de 11,1% na comparação com o mês anterior.

Esse foi o nono mês seguido que o setor apresentou alta, que vem acontecendo desde junho de 2020. No acumulado dos últimos 12 meses, a aceleração ficou em 13%.

No setor, um dos principais destaques, foi o crescimento registrado nas vendas do cimento. O Sindicato Nacional da Indústria do Cimento divulgou que a comercialização da matéria-prima no Brasil, em março, subiu 34,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

De acordo com a entidade, no terceiro mês do ano foram vendidos um total de 5,48 milhões de toneladas do material, alta de 17% sobre o número comercializado no mês anterior. No primeiro trimestre do ano, o acumulado ficou em 15,3 milhões de toneladas, aceleração de 19% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Mesmo com todas dificuldades que a economia brasileira enfrentou, o presidente da associação entende que a pandemia acabou trazendo benefícios para o segmento, pois mudou o modo de consumir.

“As pessoas despertaram sua atenção para o essencial. O consumidor começou a evitar gastos com supérfluos e começou a investir no local onde vive com a família, que agora também é o seu local de trabalho. São mudanças que vieram para ficar”, afirma Gomes.

Flávio Gomes também aponta que as paralisações que ocorreram pelo país impactam diretamente no preço dos insumos e na falta de materiais.

“Isso impactou muito na produção de produtos, afetando toda a cadeia. Gerou, também, um aumento no preço dos insumos em grande parte dos produtos. Além de termos de enfrentar a falta de materiais, ainda temos de readaptar os custos e readequar preços de venda”, explica o presidente da Acomac-MG.

Indústria da construção

Uma projeção da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) informa que a indústria da construção também pode crescer até 4% neste ano. Porém, o desabastecimento e o aumento nos preços dos materiais podem interferir no resultado final do ano, segundo a entidade.

Caso a estimativa se confirme, este será o melhor resultado desde 2013, ano em que o segmento cresceu 4,5%. A expectativa é que com o reaquecimento do setor, sejam gerados 150 mil novos empregos na área.

Apesar dessa expectativa, a Sondagem Indústria da Construção, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontou que os índices de evolução dos níveis de atividade e de emprego na construção civil registraram baixas em fevereiro. O nível de atividade está em 45,9 pontos e o de emprego em 46,8 pontos, numa escla que varia de 0 a 100 pontos, em que a pontuação de 50, separa o aumento da queda.

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