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Quais são os principais custos sobre investimentos?

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Os investimentos no mercado financeiro possuem dois grandes custos principais: impostos e taxas. Os impostos são cobrados pelo governo, enquanto as taxas são cobradas por instituições, como bancos, corretoras e a B3.

Os custos são essenciais para que você tenha noção da rentabilidade das aplicações financeiras e consiga escolher a melhor opção que atenda suas necessidades.

Principais taxas

As principais taxas cobradas são: taxa de administração, de carregamento, de custódia, de corretagem, de performance, e emolumentos.

  • Taxa de administração

É um custo cobrado por um percentual anual com o objetivo de remunerar a gestão e administração do capital investido. Ela pode servir, por exemplo, para contratar analistas que buscam as melhores oportunidades de investimentos.

Como ela é paga em porcentagem, quanto maior o montante investido, maior é essa taxa. Em caso de valorização ou desvalorização da cota, o valor também muda.

  • Taxa de carregamento

É uma taxa comum em fundos de previdência privada, como PGBL e VGBL, cujo percentual fica limitado a 10%. Ela é cobrada sobre o valor de cada depósito realizado no investimento e é utilizada para cobrir valores de corretagem e administração. Hoje em dia muitas instituições não cobram esta taxa.

  • Taxa de custódia

É cobrada mensalmente e debitada diretamente da conta do investidor referente aos custos de armazenamento dos valores mobiliários junto à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). Ela pode ser fixa ou calculada de acordo com o valor dos ativos e varia entre 0,0130% e 0,0005% ao ano.

Normalmente, ela incide sobre ações, ETFs e títulos públicos. Para ações, é cobrada mensalmente para manutenção de cadastro e operações feitas pelo home broker e varia de acordo com cada corretora. Os investidores com valores superiores a R$ 300 mil investidos pagam taxas decrescentes conforme a quantia aplicada. No caso do Tesouro Direto, a taxa de custódia é de 0,25% ao ano sobre o total investido e é recolhida uma vez por semestre de forma proporcional.

A principal instituição que faz a custódia dos investimentos no Brasil é a B3, bolsa de valores brasileira. Clique aqui para conferir a taxa de serviços de custódia da B3.

  • Taxa de corretagem

A taxa de corretagem é cobrada dos investidores que operam nas bolsas de valores. Como só é possível fazer esse tipo de investimento com o intermédio de corretoras ou distribuidoras autorizadas, o investidor informa à instituição a “ordem” que gostaria fazer, de compra ou venda de ações, por exemplo, e a instituição executa. A corretagem é cobrada por essa intermediação.

A corretagem pode ser fixa ou variável. Na fixa, é definido um valor padrão para qualquer operação realizada pelo investidor sem a ajuda de um assessor. Já a variável costuma ser adotada quando os negócios são fechados com o auxílio de um assessor de investimentos, geralmente representando um percentual do valor negociado.

Muitas instituições utilizam a chamada “Tabela Bovespa”, criada como sugestão de preço de serviços pela bolsa brasileira. tabela Bovespa

Além do mercado de ações, há na B3 também o mercado de contratos futuros, sendo possível comprar ou vender ativos em uma data futura. Nesta modalidade, a taxa de corretagem é cobrada sobre o número de contratos negociados.

  • Taxa de performance

A taxa de performance é cobrada do cotista como um “prêmio” ao gestor do fundo quando a sua rentabilidade supera a de seu benchmark (índice de referência). Para avaliar o desempenho de uma aplicação, os mais comuns são: CDI, Selic, Índice Bovespa, indicações de inflação e taxa de câmbio.

Ou seja, o benchmark é utilizado para comparar o retorno dessa aplicação com um indicador.

Em um exemplo prático: você investiu em um fundo que cobra taxa de performance de 20% e o seu benchmark é o CDI. Neste ano, o CDI rendeu 10% e o seu fundo 15%, a taxa vai incidir sobre o valor excedente, ou seja, 15-10=5%, logo os 5% serão taxados, sendo 20% deste valor para o gestor e os outros 80% ficarão com você.

  • Emolumentos

Os Emolumentos são taxas fixas cobradas pela B3 por cada transação financeira no mercado de ações e no mercado futuro. O valor varia de acordo com o tipo de operação, se é normal ou day trade, tipo de investidor, pessoa física, fundos e clube de investimentos, e o valor investido.

É possível conferir essas taxas clicando aqui.

Principais impostos

Os principais impostos são o Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), os dois vão incidir sobre o rendimento e não sobre o capital investido.

Imposto de renda

A cobrança do imposto de renda varia dependendo do investimento que você fizer.

Renda Fixa

  • 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% para aplicações com prazo de 181 até 360 dias;
  • 17,5% para aplicações com prazo de 361 até 720 dias;
  • 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias;

Fundos de Renda Fixa, Cambial e Multimercado

Fundos classificados como de Longo Prazo pela CVM:

  • 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% para aplicações com prazo de 181 até 360 dias;
  • 17,5% para aplicações com prazo de 361 até 720 dias;
  • 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias;

Fundos classificados como de Curto Prazo pela CVM:

  • 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  • 20% para aplicações com prazo de mais de 180 dias;

Tributação semestral: a cada seis meses (maio e novembro), uma tributação antecipada é cobrada, a conhecida “come-cotas”. O valor incide em 15% para fundos de longo prazo e 20% para aqueles de curto prazo. No resgate, você pagará apenas a diferença ainda não cobrada do valor do imposto devido, ainda não cobrado.

Fundos de Ações

  • 15%

Renda Variável

Operações de Day Trade (resgate no mesmo dia da compra):

  • 20% sobre ganhos.

Outras operações:

  • 15% sobre ganhos.

Imposto sobre operação financeira (IOF)

O IOF segue a tabela regressiva de 96% a 3%, em caso de resgate em menos de 30 dias de aplicação. Ou seja, se você sacar o investimento no primeiro dia, você paga 96% do rendimento de IOF, se sacar no 29º dia, você paga 2% de IOF sobre o rendimento e depois disso não há mais cobrança de IOF.

+Q1Minuto

No episódio abaixo do podcast +Q1Minuto, o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, explica sobre como o Imposto de Renda incide sobre os investimentos.

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