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Vale avalia cisão e IPO de metais básicos

Atualizado em -

Vale avalia cisão e IPO de metais básicos Divulgação/Vale
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A Vale (VALE3) considera separar sua unidade de metais básicos e criar uma oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês) para ela. O objetivo seria agregar valor ao negócio, cuja demanda tem sido alavancada pelo mercado de transição energética.

O presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo, afirmou que a Vale sempre olha as opções que estão ao seu alcance e que, atualmente, a empresa já trabalha em um rearranjo de ativos, melhoria da produtividade e reposição de capacidade.

“Existe uma discrepância, que já existia no passado, de não percepção de valor de metais básicos dentro da Vale… claro que a gente olha essa opção (de realizar um ‘spin off’). A gente começou a analisar”, afirmou o executivo, ao participar de teleconferência com analistas de mercado sobre o primeiro trimestre.

A companhia já é uma das maiores produtoras globais de metais básicos, como níquel e cobre, importantes matérias-primas para a fabricação de baterias e outros componentes que atendem às indústrias de energias renováveis e carros elétricos.

“As fundações são projetos de reposição de capacidade, que é importantíssimo para o negócio, inclusive se for fazer um IPO; os trabalhos de produtividade, que são obviamente necessários… e claramente a VNC, que a gente considera muito sucesso a saída de um ativo que obviamente não adicionava no portfólio", afirmou o executivo.

A empresa chegou a avaliar em 2014 a realização de uma cisão da unidade de metais básicos para realizar um IPO, mas o tema perdeu força após o rompimento de barragem da Samarco – joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP –, em novembro de 2015.

Para Bartolomeo, a mineradora é uma das poucas empresas ESG com um “portfólio muito forte de produtos de todos os níveis e de todas as dimensões ligados ao carro elétrico”.

Vale divulga lucro recorde de R$ 30,5 bilhões no 1T21

Na segunda-feira (26), a Vale divulgou que registrou lucro líquido de R$ 30,5 bilhões no 1T21. Comparado ao mesmo período do ano passado - quando a mineradora reportou ganhos de R$ 984 milhões - o aumento no resultado superou 3.000%. Em todo o ano de 2020, a companhia teve lucro de R$ 26,7 bilhões.

Segundo o balanço divulgado, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia foi de R$ 45,74 bilhões, neste primeiro trimestre de 2021. E a receita líquida, entre janeiro e março de 2021, mais que dobrou (121,8%) e chegou a R$ 69,3 bilhões. No mesmo trimestre de 2020, o resultado foi de R$ 31,3 bilhões.

Às 16h37, as ações da companhia registravam alta de 1,59% a R$ 110,30.

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