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FGC aponta que contas poupança com mais de R$ 100 mil seguem aumentando durante a pandemia

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FGC aponta que contas poupança com mais de R$ 100 mil seguem aumentando durante a pandemia Unsplash
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Dados coletados pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) mostram que existiam 235 milhões de contas de poupança, reunindo um montante total de R$ 934 bilhões em fevereiro de 2021. Em janeiro de 2020, os números eram de 174 milhões de contas e R$ 815 bilhões de depósitos.

Apesar de ter baixa rentabilidade, com a taxa Selic atual, os números mostram que a caderneta de poupança ainda é a aplicação mais popular do Brasil. Na prática, o retorno mensal da poupança é equivalente a 70% da taxa Selic, livre de Imposto de Renda.

Em decorrência do início da pandemia da Covid-19, da insegurança financeira e das incertezas político-econômicas muitos investidores acabaram destinando boa parte do seu dinheiro para a poupança. Segundo dados do Banco Central, nos meses de março e abril de 2020, por exemplo, a captação líquida da caderneta foi de R$ 42 bilhões.

Com o avanço das restrições para combater a pandemia, entre fevereiro e outubro de 2020, o saldo das contas com depósitos no valor de até R$ 5 mil cresceu 55%. O volume total saiu de R$ 61 bilhões e foi para R$ 95 bilhões. E o número de contas nessa faixa também ampliou no período, de 152 milhões para 209 milhões.

Entretanto, de forma nominal, o maior crescimento aconteceu em contas de poupança com saldo acima de R$ 100 mil. O aumento neste período foi de R$ 57 bilhões. O saldo era de R$ 311 bilhões investidos em 1,4 milhão de contas, em fevereiro de 2020. Já, em outubro de 2020, eram R$ 368 bilhões em 1,6 milhão de contas.

De acordo com o FGC, no período seguinte, entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021, o saldo das contas com mais de R$ 100 mil seguiu crescendo e alcançou um montante de R$ 390 bilhões depositados em 1,7 milhão de contas. Por outro lado, o saldo das contas com até R$ 5 mil de depósitos caiu para R$ 75 bilhões.

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, acredita que, com um aumento baixo da Selic, investimentos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos Imobiliários (FIIs) devem continuar por muito tempo a ser boas opções para rentabilizar o capital.

"Os CRIs prefixados não mudarão. Se os prazos forem longos e eles estivererem prefixados entre 7% e 8% e a Selic indo a 4%, por exemplo, o percentual a ser pago será o mesmo. O CRI, que é IPCA + juros, não mudará muita coisa. Ele mudará se a inflação disparar, o que não é o caso com a Selic indo de 2% para 4%. Já os CRIs pós-fixados renderão mais se a Selic subir esses 2% previstos", destaca Milane.

FGC tem aumento de 5,9% em patrimônio

Em relatório anual da instituição sobre o exercício do ano de 2020, divulgado na última quarta-feira (28), o Fundo Garantidor de Créditos mostrou ter encerrado o ano passado com um incremento de 5,9% em seu patrimônio na comparação com 2019 - passando de R$ 80,6 bilhões para R$ 85,4 bilhões.

Ainda na comparação entre anos, a liquidez do FGC teve um aumento de 13,7%, chegando a R$ 62,1 bilhões, ante R$ 54,6 bilhões alocados no fim de 2019.

"Contar com um patrimônio robusto como o que temos é fundamental para podermos desempenhar bem o nosso papel de contribuir para o equilíbrio do Sistema Financeiro Nacional", afirma o diretor-executivo do FGC, Daniel Lima.

Em 2020, o FGC pagou R$ 844 milhões de garantias a depositantes e investidores. O valor está relacionado, principalmente, à liquidação da instituição Dacasa Financeira, ocorrido em fevereiro de 2020 por ato do Banco Central do Brasil. Até o fim do ano passado, 98,7% dos investidores da instituição receberam a garantia da cobertura.

Até dezembro de 2020, o volume total de depósitos elegíveis à garantia do FGC era de quase R$ 3,2 trilhões – produtos cobertos como: conta corrente, CDB, LCA, LCI e poupança. Um crescimento de 34% em relação ao saldo registrado no final de 2019.

Podcast +Q1Minuto

Para entender melhor como o FGC ajuda a minimizar os riscos dos investimentos, ouça o bate-papo com o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, a respeito das classes de ativos que são cobertas pelo fundo garantidor.

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