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IPCA subiu 0,31% em abril puxado pelo reajuste de medicamentos, aponta IBGE

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IPCA subiu 0,31% em abril puxado pelo reajuste de medicamentos, aponta IBGE Pexels
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,31% em abril frente ao mês imediatamente anterior, revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (11). O resultado foi pressionado pela alta nos preços dos produtos farmacêuticos.

Dessa forma, a inflação oficial do país acumula alta de 2,37% no ano e de 6,76% nos últimos doze meses. Em abril de 2020, o índice havia registrado a taxa negativa de 0,31%.

Segundo o IBGE, no grupo de saúde e cuidados pessoais, o avanço foi de 1,19%, sendo que a principal influência foi o aumento dos preços dos produtos farmacêuticos, em 2,69%, que também foi o principal impacto no índice geral (0,09 ponto percentual).

“No dia 1º de abril, foi concedido o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica. Normalmente esse reajuste é dado no mês de abril, então já era esperado”, disse o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, no relatório da entidade.

A maior variação nos produtos farmacêuticos veio dos remédios anti-infecciosos e antibióticos (5,20%). Além disso, houve alta também nos produtos de higiene pessoal (0,99%), como perfumes (3,67%), artigos de maquiagem (3,07%), papel higiênico (2,90%) e produtos para cabelo (1,21%).

Outro destaque no índice de abril foi o grupo dos transportes, que variou -0,08%, influenciado, principalmente, pela queda nos preços dos combustíveis.

Após 10 meses consecutivos de alta, a gasolina recuou 0,44% em abril. Mas a queda mais intensa no grupo veio do etanol (-4,93%).

“Houve uma sequência de reajustes entre fevereiro e março na gasolina. Mas no fim de março houve duas reduções no preço desse produto nas refinarias. Isso acaba chegando ao consumidor final”, afirma Kislanov.

INPC varia 0,38% em abril

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de abril teve alta de 0,38%, abaixo da taxa de março, quando havia registrado 0,86%. O indicador acumula, no ano, alta de 2,35% e de 7,59% em 12 meses.

Os produtos alimentícios subiram 0,49% em abril. Os não alimentícios variaram 0,35%, após subirem 1,11% em março.

Todas as áreas pesquisadas tiveram inflação em abril, com destaque para Rio Branco (1,06%), onde as altas da gasolina (1,95%) e dos produtos farmacêuticos (4,66%) fizeram o índice subir. Já o menor índice foi observado em Brasília (0,11%), influenciado pelas quedas nos preços da gasolina (-1,47%) e das frutas (-7,10%).

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