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Temor sobre inflação nos EUA leva Ibovespa a recuar

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Temor sobre inflação nos EUA leva Ibovespa a recuar Pexels
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Nesta terça-feira (11), a sessão é de queda para as principais bolsas, com os temores de alta da inflação nos EUA voltando ao radar à medida que se aproxima a divulgação dos dados de inflação do país, na próxima quarta-feira (12). Papéis de ações de tecnologia são especialmente afetados. Por aqui, investidores seguem de olho na ata do Copom, após a decisão da semana passada de elevar a Selic em 0,75 ponto percentual. A temporada de balanços também continua movimentada.

Sobre os mercados mundiais, nos EUA os índices futuros Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq indicam quedas de 0,46%, 0,77% e 1,30%, respectivamente. O recuo das ações do setor de tecnologia antecipa a divulgação, amanhã, de dados sobre inflação em meio à reabertura da economia dos Estados Unidos, que já vacinaram 45,69% de sua população. O Fed vem sinalizando que não pretende apertar sua política monetária enquanto não houver sinais mais claros de recuperação do emprego. Mas há temor sobre o impacto de um período de alta da inflação sobre a economia. O rendimento dos juros do Tesouro americano com vencimento em dez anos, atingiu 1,6% na segunda, uma alta de 0,03 ponto percentual. A alta desses juros encarece a tomada de empréstimos por empresas de rápido crescimento, como são as do setor de tecnologia.

Ontem (10), investidores deixaram em massa ações de empresas como Apple e Microsoft, derrubando os índices Dow Jones e S&P 500, que deixaram seus patamares recordes. Ambas as ações perderam pelo menos 2% no início da semana. O índice Nasdaq Composto sofreu o maior volume de vendas, e caiu 2,5%, terminando assim a sessão em seu ponto mais baixo. O Facebook perdeu mais de 4%, enquanto que Amazon e Netflix perderam mais de 3%. A Alphabet, empresa dona do Google, perdeu mais de 2% após ser rebaixada pelo Citigroup.

Na Ásia, as bolsas também sofreram pressão do movimento de vendas de empresas de tecnologias nos EUA. O índice Nikkei, do Japão, fechou com queda de 3,08%; o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,23%; o Hang Seng Index, de Hong Kong, caiu 2%. Na China continental, no entanto, o índice Shanghai composto fechou com alta de 0,4%, enquanto que o Shenzhen composto subiu 0,36%. Na Europa, as bolsas têm quedas, acompanhando o movimento do setor de tecnologia na véspera nos Estados Unidos. O índice futuro Stoxx 600 indica queda de 2,10%. Ações dos setores de viagem e lazer caem 4,1%, encabeçando as perdas.

No Brasil, o último pregão de ações encerrou em queda de 0,11%, a 121.909 pontos e volume financeiro negociado de R$ 31,68 bilhões.

A CPI da Covid no Senado será retomada nesta terça, em que os senadores devem ouvir às 10h o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres. Ele deve falar sobre o processo de aprovação de vacinas pela agência, que tem barrado a Sputnik V, mas já aprovou CoronaVac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer/BioNTech e Janssen. No contexto da Economia, às 8h, foi divulgada a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central do Brasil, que elevou a Selic em 0,75 ponto percentual, a 3,5% ao ano, sinalizando uma próxima alta na mesma magnitude. A ata mostrou que o cenário-base no momento indica que a normalização parcial permanece apropriada e vê outro aumento na taxa dependendo da atividade econômica e riscos de inflação.

Sobre as commodities, o petróleo Brent é negociado em queda de 0,97%, a US$ 67,66 o barril. Os contratos futuros de minério de ferro negociados na bolsa de Dalian (China) encerraram em alta de 1,7%, a 1.307 yuans a tonelada.

Cenário Corporativo

Sobre o mundo corporativo, a temporada de resultados segue movimentada. A Itaúsa (ITSA4) anunciou que seu lucro recorrente de janeiro a março somou R$ 2,4 bilhões, 123% a mais do que no mesmo período de 2020. Em termos líquidos, o lucro de R$ 2,2 bilhões foi 118% maior do que um ano antes.

A Lojas Marisa (AMAR3) teve queda do prejuízo líquido, passando de R$ 107 milhões para R$ 53,4 milhões no primeiro trimestre de 2021.

O lucro líquido da Direcional (DIRR3) cresceu 170%, para R$ 27 milhões, enquanto a receita líquida teve alta de 42%, para R$ 414 milhões. Já o prejuízo da Mitre (MTRE3) teve alta de 82,2%, no 1º trimestre, para R$ 11,7 milhões; a receita líquida subiu 77,2%, para R$ 85 milhões.

A Aura Minerals (AURA33) teve prejuízo de R$ 78,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado (US$ 18 milhões) e registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 76,4 milhões (US$ 14 milhões) nos primeiros três meses de 2021.

O lucro da Blau Farmacêutica (BLAU3) mais que dobrou na comparação anual, indo de R$ 31 milhões para R$ 86,1 milhões.

Ainda em destaque, o lucro líquido da Petz (PETZ3) teve baixa de 40,7% na comparação anual, para R$ 11,48 milhões. Já a Intelbras reverteu prejuízo registrado nos primeiros três meses de 2020 e teve lucro de R$ 89,7 milhões no trimestre.

Por fim, BTG (BPAC11) e Klabin (KLBN4) divulgam resultados antes da abertura enquanto que, após o fechamento do mercado, Carrefour Brasil (CRFB3), Banco Inter (BIDI11), BR Distribuidora (BRDT3), Lopes Brasil (LPSB3), Marfrig (MRFG3), Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI3), RD (RADL3), Santos Brasil (STBP3), SulAmérica (SULA11), Vivo (VIVO), Vulcabras (VULC3), Wilson Sons (WSON33) e Espaço Laser (ESPA3) revelam seus números.

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