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Federal Reserve projeta inflação dos EUA acima de 2% neste ano e no próximo

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Federal Reserve projeta inflação dos EUA acima de 2% neste ano e no próximo Pexels
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Christopher Waller, integrante do FOMC e do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), afirmou, em evento virtual, que espera que a inflação ultrapasse a meta de 2% estipulada pelo Fed por um período de dois anos, 2021 e 2022.

“Se eu visse uma inflação de 4% mês após mês, mês após mês, ficaria muito preocupado”, disse Waller. “Mas não é isso que eu espero”, acrescentou, dizendo que vê a inflação em torno de 2,25% ou 2,5% nos próximos dois anos.

Na última quarta-feira (12) o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos aumentou 0,8% em abril, na comparação com março, e 4,2% em relação a abril de 2020. Trata-se da maior alta para o mês desde 2009.

No mesmo dia, as bolsas de Nova York despencaram mais de 2% cada uma delas e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram 4,42%, para 1,69, maior valor desde o início de abril.

Por enquanto, a aposta dos economistas é que o Fed elevará a taxa básica de juros só em 2023 e, caso precise segurar um pouco mais os preços, mexa no chamado “quantitative easing” (injeção de dinheiro no mercado financeiro). O Federal Reserve, porém, vem apontando um aumento no juros apenas em 2024.

“Embora eu espere que todos esses preços se afrouxem e que o aumento da inflação se reverta, pode demorar algum tempo até que isso aconteça”, disse Waller.

Ele reconheceu que os dados de emprego ainda seguem longe dos níveis pré-crise. “O Produto Interno Bruto (PIB) está de volta ao patamar pré-pandemia, mas apenas recuperamos 14 milhões dos 22 milhões de empregos perdidos na última primavera (no hemisfério norte)”, destacou.

“Precisamos ver mais meses de dados antes de ter uma imagem clara sobre se tivemos progressos substanciais em direção ao nosso mandato duplo. Agora é hora de seremos um banco central paciente, e não guiados por surpresas temporárias nos indicadores”, disse ele, reiterando que o Fed deve manter a política acomodatícia “por algum tempo”.

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