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Dados divulgados pela China e inflação nos EUA empurram Ibovespa para queda na abertura

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Dados divulgados pela China e inflação nos EUA empurram Ibovespa para queda na abertura Pexels
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Nesta segunda-feira (17), a sessão é de leve queda para as bolsas mundiais: apesar da preocupação com a inflação nos EUA ter diminuído nas últimas sessões, o tema continuará sendo um fator de atenção para os investidores. Ainda em destaque, está a bateria de dados da China, com alguns números, em especial o de vendas no varejo, ficando abaixo do esperado. Por aqui, atenção para a reta final da temporada de resultados, com a repercussão dos números de CVC (CVCB3), Cemig (CMIG4), Cosan (CSAN3), entre outras companhias.

Em relação aos mercados mundiais, nos EUA os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq indicam quedas de 0,43%, 0,38% e 0,41%, respectivamente. Dados divulgados pelo governo americano indicaram que o Índice de Preços ao Consumidor subiu a 4,2% em abril em comparação com o ano anterior, o ritmo mais forte desde 2008, intensificando o temor de que o Fed seja forçado a abrir mão de sua política monetária atual. Os três principais índices tiveram seus piores resultados desde 26 de fevereiro. O índice S&P 500 chegou a cair 4% em meio ao temor inflacionário. Após recuperação, o índice fechou a semana com queda de 1,4%. Devido ao grande número de ações do setor de tecnologia, o índice Nasdaq é especialmente vulnerável a pressões inflacionárias. Na semana passada, recuou 2,3%. O índice Dow caiu 1,1%.

Na Ásia, investidores acompanham a divulgação de resultados econômicos pela China. A produção industrial cresceu 9,8% em abril em relação a um ano antes, segundo dados do Bureau Nacional de Estatísticas, em linha com a expectativa de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters. Dados oficiais também indicaram que as vendas no varejo da China saltaram 17,7% em abril, também na comparação anual. Este patamar ficou, no entanto, abaixo da expectativa de analistas ouvidos pela Reuters, de alta de 24,9%. As bolsas asiáticas têm resultados variados entre si. O índice Shanghai composto, da China continental, sobe 0,78%. O Hang Seng Index, de Hong Kong sobe 0,7%. Já o índice Taiex, de Taiwan, cai 2,99%, com investidores monitorando a situação da pandemia de Covid na ilha.

Na Europa, o índice futuro Stoxx 600 indica queda de 0,45%. Investidores seguem a instabilidade observada nas bolsas dos Estados Unidos e da Ásia. A pandemia de Covid continua a ser motivo de apreensão, em meio à reabertura de economias importantes. O Reino Unido deve continuar a relaxar as medidas de distanciamento social nesta segunda. Pubs e restaurantes devem reabrir para atividades em espaços fechados. Museus e cinemas também devem reabrir. O primeiro-ministro Britânico Boris Johnson defende uma reabertura cautelosa, e alerta que a propagação da nova variante originada na Índia pode ameaçar a reabertura prevista até 21 de junho. Até o domingo, o Reino Unido havia vacinado 53,87% de sua população, e mantinha o patamar de cerca de 1.900 novos casos diários.

No Brasil, o último pregão de ações encerrou em alta de 0,97%, a 121.880 pontos e volume financeiro negociado de R$ 33,73 bilhões.

Em relação à economia, um levantamento junto a 35 instituições realizado pelo serviço Projeções Broadcast, ligado ao Estadão, indica que a previsão de alta para o PIB em 2021 passou de 3,2% em média para 3,8%. A melhora das previsões se deve à divulgação de dados melhores do que o esperado no primeiro trimestre, que afastaram o temor de uma recessão. As corretoras XP e Ativa, os bancos de investimento Credit Suisse, UBS, Bank of America e Goldman Sachs e as consultorias MB Associados e Parallaxis Economics estão entre as instituições que elevaram suas projeções.

Sobre as commodities, o petróleo Brent é negociado com queda de 0,22% a US$ 68,56. Os contratos futuros de minério de ferro negociados na bolsa de Dalian (China) encerraram com alta de 0,93%, cotados a US$ 185,97 a tonelada.

Cenário corporativo

A estatal mineira de energia elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 422,35 milhões entre janeiro e março de 2021, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,13 milhões obtido no mesmo período de 2020. Já a empresa de energia e infraestrutura Cosan lucrou R$ 827,7 milhões no primeiro trimestre, avanço de 28% na comparação anual.

A operadora de turismo CVC registrou prejuízo de R$ 81,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representou uma queda de 92,9% ante as perdas de R$ 1,151 bilhão acumuladas no mesmo período de 2020.

A Orizon teve prejuízo líquido de R$ 45,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, cerca de cinco vezes acima dos R$ 9,1 milhões registrados no primeiro trimestre de 2020.

A Enjoei, por sua vez, subiu seu prejuízo de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021.

A Rede D’Or teve lucro líquido de R$ 402,4 milhões, quase quatro vezes o lucro de R$ 113,5 milhões do mesmo período de 2020.

Ainda no radar, estão os resultados da Méliuz; após o fechamento do mercado, serão divulgados os resultados de Cruzeiro do Sul, Focus Energia, Gafisa, Linx e Mosaico.

Ainda em destaque, a JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, fechou na sexta-feira (14) a captação de US$ 500 milhões em bonds emitidos nos Estados Unidos, de acordo com informações de bastidores obtidas pela agência Reuters. Os recursos devem ser utilizados para pagar aquisição da empresa Vivera, terceira maior produtora de alimentos de origem vegetal da Europa.

Por fim, nesta segunda, estreiam as ações da GetNinjas, após ações precificadas a R$ 20.

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