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Semana começa positiva para os principais índices

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Semana começa positiva para os principais índices Freepik
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Nesta segunda-feira (24), a sessão é positiva para os principais índices, ainda com a inflação nos Estados Unidos e o desempenho instável do Bitcoin no radar. Em Ásia-Pacífico, mercados em parte positivos, cautelosos com a pandemia. No mercado de commodities, atenção para a nova queda do minério na bolsa chinesa em Dalian. No radar corporativo, atenção para o mercado de frigoríficos: a processadora de carnes Marfrig confirmou na sexta-feira (21) ter comprado cerca de 24,23% do capital da empresa de alimentos BRF e disse que a operação “visa diversificar os investimentos” do grupo. Em comunicados, Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3) confirmaram as transações, que haviam sido divulgadas antes na imprensa. O negócio somou 196,68 milhões de papéis, comprados via opções e leilões em bolsa.

Sobre os mercados mundiais, os índices futuros Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq indicam altas de 0,38%, 0,48% e 0,54%, respectivamente. Na semana passada, o índice S&P teve sua segunda semana consecutiva em território negativo, pela primeira vez desde fevereiro. O índice Dow teve a quarta semana negativa dentre as cinco últimas. Já o índice Nasdaq rompeu com quatro semanas consecutivas de recuo e fechou em território positivo.

Atenção para o Bitcoin: no último domingo (23), o preço da caiu 13%, como o Mercado1Minuto mostrou aqui. Em sua reunião de abril, o Federal Reserve sinalizou que pode reconsiderar suas políticas monetárias caso a economia continue a apresentar sinais de rápida melhora. Os Estados Unidos vêm registrando geração de empregos e aceleração da inflação. Até o dia 22 de maio, 48,58% da população do país havia sido vacinada, segundo dados oficiais compilados pelo site Our World in Data.

Na Ásia, as bolsas fecharam em sua maioria em alta, mas investidores mantêm cautela com a ressurgência de casos de Covid em algumas partes da região, assim como pressões inflacionárias nos Estados Unidos. No Japão, o índice Nikkei 224 subiu 0,17%, enquanto o Topix subiu 0,44%. Na China, o índice Shanghai composto subiu 0,31%, enquanto o componente Shenzhen subiu 0,62%; o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,38%; e o Hang Seng Index, de Hong Kong, recuou 0,26%. Na Europa, as bolsas ficam estáveis na segunda-feira. Investidores se mantêm preocupados com a inflação no continente e com a queda acentuada do Bitcoin. O índice futuro Stoxx 600 indica queda de 0,08%. Nesta segunda ocorrerá uma reunião especial do Conselho Europeu, que deverá discutir a pandemia de Covid, o meio ambiente e as relações entre Reino Unido e União Europeia.

Brasil

No Brasil, o último pregão de ações encerrou em queda de 0,09%, a 122.592 pontos e volume financeiro negociado de R$ 32,25 bilhões. Contrariando a última onda de previsões, a equipe econômica para o Brasil do banco Morgan Stanley cortou sua estimativa para o PIB do país em 2021 de 3,5% para 2,8%. O país fica bem abaixo da expectativa do banco para a América Latina, de crescimento de 4,2%. Na avaliação da equipe do banco, indicadores que retratam a oferta do país indicam uma recuperação mais forte da economia, mas podem ser um “falso positivo”. A avaliação do Morgan Stanley enfatiza a demanda mais fraca, sobretudo por conta do mercado de trabalho.

Sobre as commodities, o petróleo Brent é negociado com alta de 1,61%, a US$67,42 o barril. Os contratos futuros de minério de ferro negociados na bolsa de Dalian (China) encerraram em queda de 5,21%, cotados a US$165,47 a tonelada.

Corporativo

No contexto corporativo, a processadora de carnes Marfrig confirmou na sexta-feira ter comprado cerca de 24,23% no capital da empresa de alimentos BRF, e disse que a operação “visa diversificar os investimentos” do grupo. Em comunicados, Marfrig e BRF confirmaram as transações, que haviam sido divulgadas antes na imprensa. O negócio somou 196,68 milhões de papéis, comprados via opções e leilões em bolsa. O movimento da Marfrig evidencia a força da divisão da empresa na América do Norte, onde a demanda tem sido forte e os preços do gado, relativamente baixos. Isso impulsionou o preço das ações da empresa em relação às da BRF, cujas margens foram comprimidas pela maior dependência do Brasil.

Já a CGT Eletrosul, controlada da estatal Eletrobras (ELET6), assinou contrato na sexta-feira para aquisição da participação de 49% da CEEE-T EEEL3.SA na Fronteira Oeste Transmissora de Energia (FOTE), passando a deter 100% das ações da empresa, na qual já era acionista. Segundo fato relevante da Eletrobras, a CGT Eletrosul pagará R$ 83,1 milhões à CEEE-T pela fatia no ativo, em operação que deverá ser concluída no prazo de até 30 dias. A Eletrobras já havia informado no final de abril que exerceria direito de preferência para compra da participação da CEEE-T na FOTE, assim como da fatia de 49% da companhia gaúcha na Transmissora Sul Litorânea de Energia (TSLE). As vendas dos empreendimentos pela CEEE-T ocorrem enquanto o governo do Rio Grande do Sul prepara a realização de um leilão para venda de sua participação na elétrica. A privatização da empresa está prevista em licitação agendada para 29 de junho.

Já em comunicado de esclarecimento, a Petrobras (PETR4) comunicou ao mercado que “ainda não foi definido o momento do lançamento da oferta” de venda da participação na BR Distribuidora. O comunicado aponta que a venda de sua participação remanescente de 37,5% será realizada por uma oferta secundária de ações (follow-on), conforme comunicado em 26 de agosto do ano passado.

Por fim, a Totvs (TOTS3) vai emitir R$ 1,5 bilhão em debêntures para “plano estratégico”. O objetivo da captação é levantar recursos para plano estratégico. As debêntures serão vendidas por meio de esforços restritos; papéis têm prazo de três anos.

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