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Fitch reafirma rating do Brasil em BB- e destaca preocupação com a deterioração fiscal

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Fitch reafirma rating do Brasil em BB- e destaca preocupação com a deterioração fiscal Pixabay
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A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou nesta quinta-feira o rating do Brasil em “BB-“, com perspectiva negativa, destacando a deterioração das contas fiscais e o fardo da dívida.

“As pressões dos gastos públicos persistem e suporte fiscal adicional para lidar com as consequências da pandemia não pode ser descartado. As contínuas fragilidades fiscais, assim como o encurtamento da dívida, tornam o Brasil vulnerável a choques”, disse a Fitch em nota.

A perspectiva negativa reflete riscos para a consolidação fiscal e a recuperação econômica necessárias para a estabilização da dívida pública no médio prazo.

A agência aponta ainda que riscos negativos derivam da evolução incerta da pandemia e potenciais atrasos no processo de vacinação.

“Atrasos no fornecimento de vacinas do exterior e insumos para a produção nacional de vacinas podem adiar o cronograma das autoridades de vacinar a população vulnerável até o final do segundo trimestre e uma parcela substancial de toda a população até o fim do ano”, continua.

A Fitch estima ainda que o Brasil crescerá 3,3% em 2021, com a expansão da atividade desacelerando a 2,5% em 2022. O forte carrego estatístico após contração em 2020 e fatores externos como os preços mais altos das commodities e a recuperação do crescimento global sustentam a expansão este ano.

Na terça-feira (25), o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, mostrou otimismo e reiterou que a projeção do BC para o índice neste ano “caminha em direção a 4%”.

“O primeiro trimestre surpreendeu positivamente e começamos a achar que o segundo também vai surpreender positivamente também, com os dados granulares que nós temos. E aí, o segundo semestre vai depender da curva de abertura”, afirmou, reforçando avaliação mais otimista da economia. “Vamos passar por revisões sucessivas para melhor”, garantiu.

Alguns dos principais pontos que são avaliados pelas agências são: taxa de juros, fluxo de caixa, nível de alavancagem, solidez do balanço patrimonial, contexto político do país e projeção de resultados futuros. A nota mais baixa do grupo é a nota D, que significa risco de inadimplência, seguido pelas notas C, CC, CCC, B-, B, B+, BB-, BB e BB+ que ainda se encontram na categoria de especulação. As notas acima destas apontam para o grau de investimento.

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