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O que o compliance das empresas tem a ver com os seus investimentos?

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O que o compliance das empresas tem a ver com os seus investimentos? Freepik
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A decisão de se tornar um investidor passa por fatores importantes como a definição do tipo de investimento que será feito, a rentabilidade, o prazo das aplicações, a diversificação da carteira e, principalmente, a escolha de uma empresa que cuide desses valores de forma responsável.

Ao escolher uma empresa para cuidar do seu patrimônio, o investidor pode avaliar se ela aplica o “compliance” em seu dia a dia. Na tradução literal, o termo “compliance” significa conformidade. Na atuação empresarial, o compliance é o compromisso da instituição em cumprir normas e leis internas e externas para minimizar os riscos e proporcionar segurança em sua atuação.

No mundo dos investimentos, seguir as regras é garantia de que o dinheiro investido será bem cuidado. E mais: é a prova de que aquela instituição não está envolvida em negócios ilegais que poderiam colocar todos os seus clientes em risco. Ao adotar o compliance, a empresa está investindo em uma eficiente gestão de riscos, em uma boa governança corporativa e em uma gestão de processos rigorosa que afaste erros e ilegalidades durante sua atuação.

Para o cliente, o compliance afasta as fraudes que têm sido comuns com o aumento do número de ofertas de investimentos no país.

O sócio e economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, alerta para o cuidado que o investidor deve ter ao receber convites com propostas “milagrosas” em relação aos investimentos. Embora o aumento do conteúdo disponível na internet sobre o assunto seja positivo, é preciso ter cuidado com as fraudes.

“Não existe nada no mundo de investimentos que seja infalível, não existe nada que garanta retorno e não existe nada com um retorno potencial muito alto e risco baixo”, enfatiza Milane.

Legislação externa

Uma boa empresa está sempre atualizada em relação às normas externas e às leis que deve seguir. No Brasil, os órgãos supervisores do Sistema Financeiro Nacional (SFN) são os responsáveis por editar essas normas e por fiscalizar o cumprimento das regras em relação ao mercado financeiro.

Os órgãos supervisores do Sistema Nacional Financeiro são:

  • BC – Banco Central do Brasil
  • CVM – Comissão de Valores Mobiliários
  • Susep – Superintendência de Seguros Privados
  • Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar

Se o investidor pretende escolher uma empresa para cuidar do seu dinheiro, precisa analisar se essa instituição cumpre as normas e a legislação que envolvem a sua atividade no mercado.

Além dos órgãos acima, outra instituição muito importante no mundo dos investimentos é a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), um Agente Regulador Privado que estabelece regras para as instituições financeiras associadas a ela. A Anbima possui, inclusive, um Código de Regulação e Melhores Práticas para o Programa de Certificação Continuada que estabelece princípios a serem observados pelas instituições que buscam a permanente elevação da capacitação técnica de seus profissionais, bem como a observância de padrões de conduta no desempenho de suas respectivas atividades.

Legislação interna

O compliance também é fundamental na construção da cultura da empresa, na condução das contratações e na capacitação dos funcionários. Ter um código de conduta claro e acessível a todos os colaboradores, por exemplo, evita problemas de recursos humanos que, por consequência, poderiam afetar a imagem da empresa e os seus clientes.

A forma como os gestores tratam os conflitos dentro da empresa, as medidas adotadas para que a equipe esteja sempre alinhada e informada sobre as normas que regem o seu trabalho e a transparência em relação à atividade desenvolvida são alguns dos pontos que o compliance tenta abordar.

Para saber mais sobre como proteger o seu dinheiro das fraudes no mercado financeiro, ouça o episódio do +Q1Minuto abaixo:

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