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Cashback: como funciona sistema que devolve dinheiro ao consumidor

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Cashback: como funciona sistema que devolve dinheiro ao consumidor Freepik
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Comprar um produto e receber uma parte do valor investido de volta. É assim que funciona o sistema de cashback, modalidade que devolve dinheiro ao consumidor e que ganha cada vez mais adeptos no país.

O cashback funciona basicamente como um programa de fidelidade, no qual o usuário faz compras em sites parceiros e, ao acumular um valor “x” em compras, recebe parte do dinheiro de volta. O sistema, muito comum nos Estados Unidos, foi criado em 1998 pela empresa norte-americana Ebate.

Para que a ideia seja vantajosa para todos os lados, a empresa de cashback repassa uma parte da comissão que recebe da loja parceira na qual o usuário fez a compra. Dessa forma, o e-commerce faz uma venda, o cartão que possui o cashback fideliza um cliente e o consumidor fica satisfeito em ter uma parte do dinheiro de volta.

A sensação de "recompensa" gerada pelo cashback agrada os consumidores. Segundo pesquisa da Nielsen Global, 45% dos brasileiros veem a devolução de dinheiro como a recompensa mais valorizada.

Méliuz

A companhia de cashback Méliuz (CASH3) foi criada em 2011 com a proposta de disponibilizar cupons de descontos para o consumidor em lojas específicas e devolver parte do dinheiro gasto direto na conta do cliente. Desde a criação, a empresa aposta na relação Ganha-Ganha-Ganha, ou seja, todos os envolvidos no processo são beneficiados pela proposta da plataforma.

“O cashback do Méliuz é o que chamamos de dinheiro de volta de verdade, pois o valor é devolvido diretamente para a conta corrente ou poupança do usuário. Diferente de outras plataformas, em que o cashback fica associado a uma loja ou plataforma e o usuário só pode utilizá-lo dentro dessa própria plataforma, no Méliuz o usuário é quem decide o que fazer com o dinheiro devolvido”, explica Poliana Ornelas, Analista de Marketing da Méliuz.

Segundo dados enviados pela empresa ao Mercado1Minuto, a Méliuz teve R$ 59,1 milhões em despesas relacionadas ao cashback em 2020. Esse número representa um crescimento de 49% em relação a 2019. O valor engloba aquilo que foi distribuído como cashback aos usuários e outras despesas.

Além disso, em 2020, a Méliuz originou para os parceiros do marketplace um GMV (volume financeiro de transações feitas por nossos usuários) de R$ 2,5 bilhões, crescimento de 51% comparado com o mesmo intervalo de 12 meses findos no 4T19.

A empresa tem mais de 16 milhões de contas cadastradas e, em 31 de março de 2021, chegou ao total de 7,1 milhões de usuários ativos, representando um crescimento de 226% em relação ao mesmo período findo no 1T20, quando tinha 2,2 milhões de usuários ativos.

No início de maio, a Méliuz anunciou a incorporação de 100% das ações da Acessopar por R$ 324 milhões. A aquisição expande o ecossistema de serviços financeiros para contas digitais da companhia, que agora é nova operadora das marcas de soluções de pagamento "Acesso", "Acesso Bank", "Bankly" e "Banco Acesso".

AME Digital

A fintech AME Digital foi lançada em 2018 pela B2W (dona de marcas como Lojas Americanas e Submarino) para ser uma plataforma de cashback sem taxas e sem anuidade.

Embora uma das principais vantagens iniciais do uso do aplicativo seja a possibilidade de receber cashbacks em compras feitas nas Lojas Americanas, o AME Digital tem milhares de outros parceiros que adotaram o sistema, como postos de combustíveis, nos quais o usuário abastece e recebe uma porcentagem do valor para gastar novamente no aplicativo.

No primeiro trimestre de 2021, a B2W informou que a AME superou a marca de 19 milhões de downloads e 3 milhões de estabelecimentos credenciados. Além disso, o TPV (total payment volume) da Ame atingiu R$ 5,1 bilhões, crescimento de 350% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Veja os resultados do 1T21 aqui.

Em maio, a AME anunciou que fechou acordo para comprar a Nexoos, plataforma de empréstimos. A aquisição deve possibilitar a aceleração do desenvolvimento da empresa, além de aumentar suas frentes de negócios.

Investback

Neste ano, a XP Inc inovou e criou um cartão de crédito com o chamado "investback", que retorna 1% do valor de todas as compras pagas com o cartão para os consumidores na forma de investimento. A porcentagem do investback é automaticamente direcionada para um fundo com remuneração equivalente à taxa do CDI.

O cartão, da bandeira Visa Infinite, é exclusivo para clientes da XP, isento de taxa de anuidade e com taxa de juros que são, em média, 50% menores que as praticadas pelo mercado. Com a proposta, a XP pretende diversificar a oferta de serviços financeiros e superar R$ 1,4 trilhão em ativos sob custódia.

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