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Investidor pode ter renda extra com aluguel de ações da sua carteira

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Investidor pode ter renda extra com aluguel de ações da sua carteira Pexels
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Quando um investidor adquire ações na bolsa de valores, ele passa a estar exposto a ter três possíveis fontes de retornos destes papéis das empresas. Através do ganho de capital (se vender as ações por um preço superior no futuro); com o pagamento de proventos (dividendos, Juros sobre Capital Próprio ou bonificações); ou por conta do aluguel dos ativos.

Com relação ao último caso (a custódia remunerada), o doador precisa informar à corretora a respeito do seu interesse em alugar os papéis da sua carteira, com a informação sobre a quantidade, remuneração e o prazo. O empréstimo de ações é um serviço que pode ser utilizado por investidores pessoa física e jurídica.

No caso do tomador (que busca negociar uma venda a descoberto), é necessário disponibilizar uma garantia em ativos exigida pela corretora. O objetivo é garantir capital suficiente para cobrir a liquidação na data do vencimento do contrato.

Direitos do doador

  • Receber aluguéis dos ativos estabelecidos no contrato;
  • Continuar a ser remunerado pelos proventos dos papéis.

Direitos do tomador

  • Vender ações sob a cotação e período desejados sem qualquer influência do doador;
  • Exercer poder de voto nas assembleias, no caso do aluguel de ações ordinárias.

Em geral, como regra, as ações que têm maior liquidez possuem um "mercado de aluguel" mais desenvolvido. E, quanto maior a demanda, mais caro será cobrado o valor do aluguel.

"Qualquer ação pode ser alugada. Todo investidor pode disponibilizar a sua carteira de ações para locação. Em outros ativos como moedas, commodities e juros, por exemplo, daí envolve derivativos. Não tem o aluguel de nada, nestes outros casos", explica o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane.

Um ponto de atenção destacado por Leonardo Milane é sobre a estratégia usada por quem busca lucrar com os empréstimos.

"Você não vai comprar um papel só porque o aluguel dele está alto, e pensa em ganhar bastante dinheiro alugando essas ações. Se são ações mais demandadas para serem vendidas a descoberto, o investidor deve tomar cuidado porque talvez sejam de pior fundamento também", alerta o Sócio e Economista da VLG Investimentos.

Por conta da pandemia da Covid-19, algumas ações ligadas aos negócios de shoppings e varejo físico, por exemplo, tiverem taxas de aluguéis, em 2021, rodando entre 4% e 7% ao ano. Ou seja, quanto maior o risco do setor, maior o spread da cobrança.

O sistema de liquidação financeira da bolsa de valores brasileira (BM&FBOVESPA) garante as transações entre as partes com total segurança. Além de realizar toda a negociação de forma eletrônica, a bolsa solicita do tomador (quem negocia a venda a descoberto) ativos como garantias para o caso de necessitar liquidar alguma operação e pagar ao locatário o que for devido.

Venda a descoberto

Realizada no curto prazo, a venda a descoberto é uma operação de alto risco e que permite que o investidor lucre com a queda do preço de um ativo (quando as ações tendem a cair, por exemplo).

No universo da renda variável, esse tipo de operação de vender algo que não possui, é possível. Na prática, o investidor que acredita na queda do papel vende o ativo que não está na carteira dele para depois lucrar com a sua compra. Essa é a chamada venda a descoberto ou short selling.

Pense que uma determinada ação esteja sendo negociada ao preço de R$ 10. Por algum fator, o investidor acredita que este papel irá se desvalorizar. Assim, ele aluga esta ação e a vende antes que o preço caia. Caso a expectativa se concretize e o preço da ação realmente diminua para R$ 8, poderá recomprá-la e lucrar R$ 2 (sem descontar taxas e porcentagem do aluguel).

No entanto, o oposto também pode ocorrer. Se não houver a queda do preço e for necessário readquirir o ativo por um valor superior (por exemplo, R$ 12), o investidor terá de arcar com o prejuízo da diferença.

Pelo alto risco da operação, a venda a descoberto é mais indicada para investidores experientes, e/ou com auxílio de algum assessor de investimentos, que tenham a capacidade de avaliar com mais precisão as possíveis tendências do mercado financeiro.

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