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B3 disponibiliza mais 9 BDRs de ETF para qualquer investidor a partir da próxima segunda (21)

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B3 disponibiliza mais 9 BDRs de ETF para qualquer investidor a partir da próxima segunda (21) Pexels
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Na nova lista de BDRs de ETF estão produtos que buscam replicar o desempenho de índices acionários da América Latina (Latin America-40), da Austrália (MSCI Australia), da França (MSCI France), gerar exposição a ações do setor de saúde americano (US Medical Devices), assim como ações que compõem o índice americano S&P 500 Value, entre outros.

Dando continuidade ao movimento de popularização do mercado financeiro, qualquer investidor pessoa física terá acesso aos nove BDRs lastreados em cotas de fundos de índices estrangeiros, antes disponíveis apenas a investidores qualificados (com pelo menos R$ 1 milhão investidos).

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) promoveu mudanças regulatórias em setembro passado que permitiram que BDRs pudessem ter como referência os ETFs – fundos que se propõem a replicar índices do mercado de ações ou de renda fixa.

Ao fim de novembro, os BDRs de ETFs começaram a ser negociados na bolsa de valores brasileira (B3). Segundo dados da B3, em maio deste ano, essa categoria já representava um estoque de R$ 2,4 bilhões, um grande salto em relação aos R$ 143 milhões de dezembro de 2020. No mesmo período, o número de investidores também cresceu e passou de 419 para 7,6 mil.

  • Lista dos 9 BDRs de ETFs disponíveis a partir de 21/06:

lista 9 BDRs de ETFs.PNG

Fonte: B3

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BDRs na B3

Para que um BDR seja negociado na Bolsa brasileira, é necessário que uma instituição financeira, chamada de depositária, compre as ações da empresa no exterior.

Além de comprar as ações no exterior, é de responsabilidade dessa instituição garantir que os BDRs estejam lastreados nesses títulos. Dessa forma, ela funciona como uma espécie de intermediária das transações de compra e venda desses papéis.

Para isso, ela deve depositar e bloquear as ações em uma instituição financeira fora do país para fazer a guarda desses títulos, essa instituição é chamada de custodiante.

É importante explicar que investir em BDRs não é a mesma coisa que investir diretamente em ações estrangeiras. Como explicamos no tópico anterior, na verdade, quem compra este ativo investe em títulos emitidos no Brasil com lastro em ativos emitidos fora do país, e que representam os papéis no exterior.

O Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, aponta como algumas das vantagens a possibilidade de diversificação do portfólio com ativos atrelados ao dólar e a facilidade de investir sem ter que enviar dinheiro para o exterior.

"Brasileiros que fazem aplicações em BDRs têm os mesmos direitos de recebimentos que os acionistas nos EUA: dividendos e bonificações de ações. Esses dois proventos são exatamente iguais ao que teriam se tivessem comprado diretamente ações lá fora. A pessoa tem os mesmos direitos se abrir uma conta numa corretora americana e comprar ações da Apple, por exemplo, ou decidir comprar BDRs da Apple por aqui no Brasil", explica Milane.

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