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Negociações de ETFs já movimentaram R$ 153 bilhões na B3 em 2021

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Negociações de ETFs já movimentaram R$ 153 bilhões na B3 em 2021 Pexels
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Entre janeiro e maio de 2021, os ETFs (Exchange Traded Funds) movimentaram R$ 153 bilhões e o patrimônio dos produtos somou R$ 47 bilhões, um crescimento de 23% em relação a 2020, quando o patrimônio dos produtos era de R$ 38 bilhões. Segundo dados registrados pela B3, a cada mês o número de investidores na modalidade também aumenta: em janeiro deste ano eram 269 mil investidores em ETFs e, ao final de maio, esse número cresceu 149%, atingindo a marca de 402 mil investidores (398 mil pessoas físicas e 2 mil investidores institucionais).

Em 2019, a B3 registrou média diária de R$ 600 milhões negociados em ETFs. Em 2020, esse número subiu para R$ 1,46 bilhão e, em 2021, a média diária mais do que dobrou em dois anos - com um volume médio negociado de R$ 1,52 bilhão.

Cada vez mais populares no Brasil, apenas em 2021, 11 novos ETFs foram listados na B3. No total, já existem 40 ETFs disponíveis à negociação na bolsa, sendo 33 ETFs de renda variável (20 locais e 13 internacionais) e 7 de renda fixa disponíveis para negociação na bolsa brasileira.

Conheça toda a lista dos ETFs listados na B3.

De acordo com a B3, os 3 três ETFs mais negociados na bolsa no mês de maio foram: BOVA11, BOVV11 e HASH11. Em maio, o BOVA11, que segue o índice Ibovespa B3, foi responsável por 51% das negociações de ETFs no mês, seguido pelo BOVV11, também referenciado ao índice Ibovespa B3, com 19% das negociações e o ETF HASH11, referenciado no índice da Nasdaq Crypto, lançado no final de abril, com 8% das negociações de ETFs.

Gabriela Shibata, gerente de Produtos da B3, aponta que o mercado de investimentos no Brasil está mais maduro e pronto para explorar novos produtos.

“Devido às baixas taxas de juros, tivemos um grande salto no número de investidores pessoas físicas buscando novas oportunidades e diversificação de portfólio para investir e, com isso, vimos crescer também o interesse pelos ETFs”, afirma Shibata.

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O que é um ETF?

A sigla ETF é a abreviação em inglês de Exchange-Traded Fund. Em sua maioria, esses fundos contam com uma gestão passiva, com taxa de administração mais baixa e buscam replicar índices de mercado, como o Ibovespa, o S&P 500 (índice da bolsa americana) e também índices globais.

Na prática, o investidor faz uma aplicação em um ETF, que é como se fosse uma cesta de ativos, sem precisar acompanhar o desempenho de cada um dos papéis que compõem o investimento. Esse trabalho é feito pela gestora do ativo, que preenche a cesta de modo a ter a rentabilidade atrelada ao índice referência.

Entre as principais vantagens está a facilidade para investir (basta escolher a cesta de ativos que mais lhe agrada) e a possibilidade de começar aplicações com baixos valores. Para entender melhor sobre os ETFs, leia o texto do Mercado1Minuto sobre o tema.

Podcast +Q1Minuto

A ampliação do acesso aos ETFs na bolsa brasileira e as negociações recordes destes ativos atrelados ao dólar já foram o tema central de episódios do podcast +Q1Minuto.

Nos programas, o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, apontou algumas vantagens da diversificação da carteira dos investidores por conta da abertura do mercado internacional aos brasileiros através da B3.

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