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Guedes sinaliza antecipar alíquota menor de IRPJ e equipe econômica faz cálculos para viabilização

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 Guedes sinaliza antecipar alíquota menor de IRPJ e equipe econômica faz cálculos para viabilização Reuters
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O ministro Paulo Guedes (Economia) sinalizou que o governo federal deve acelerar a queda do Imposto de Renda das empresas (IRPJ) em 2022. O objetivo é criar uma compensação para enfrentar resistências dos empresários ao projeto de reforma tributária, que prevê a taxação na distribuição de lucros e dividendos com uma alíquota de 20%.

Pela proposta apresentada pelo governo, a alíquota do IRPJ diminuiria cinco pontos porcentuais no período de dois anos. O ministro Paulo Guedes tem avaliado antecipar para que a queda ocorra de uma só vez já no próximo ano.

Pelo projeto de reforma tributária, a alíquota do IRPJ, que hoje é de 15%, cairia em 2,5 pontos em 2022, para 12,5%, e em mais 2,5 pontos no ano seguinte, para 10%.

"Estamos fazendo os cálculos para baixar os 5 (pontos) exatamente para que esse aumento de arrecadação forte que está vindo aí desonere mais as empresas", afirmou Paulo Guedes em entrevista coletiva para comentar dados divulgados pela Receita Federal que mostraram uma arrecadação recorde no mês de maio.

Ontem, Guedes reiterou que o país está à beira de uma reforma tributária, que tem como compromisso não deixar que os impostos "sufoquem o empresariado brasileiro".

“Mandamos sinal muito claro: nosso governo quer reduzir em termos reais a arrecadação sobre as empresas. Se a arrecadação vier acima do que esperávamos, temos de transformar isso em simplificação e redução de outros impostos”, disse o ministro da Economia.

Representantes do setor produtivo consideraram baixa a redução da alíquota do IRPJ para fazer frente à taxação de lucros e dividendos - esperavam uma alíquota de lucros e dividendos na mesma proporção da queda do IRPJ.

No Congresso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), já chegou a falar na possibilidade de redução da nova taxação de dividendos para 15%. O noticiário político tem acompanhado uma movimentação de um grupo de parlamentares para que o projeto da reforma tributária do governo seja aprovado antes do recesso dos trabalhos da Casa em julho.

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