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Sob suspeita de irregularidades, governo suspende compra da Covaxin

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Sob suspeita de irregularidades, governo suspende compra da Covaxin Freepik
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O governo federal decidiu suspender o contrato de compra da vacina indiana Covaxin, que seria usada para imunizar a população contra a Covid-19. O anúncio sobre a suspensão foi feito nesta terça (29) pelos ministros Marcelo Queiroga, da Saúde, e Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU). A decisão acontece em meio às suspeitas de irregularidades apontadas na CPI da Covid, que acontece no Senado.

Em depoimento aos senadores, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que houve "pressão atípica" dentro do Ministério da Saúde para que fosse aprovada a compra da Covaxin. Em março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou autorização para a importação de 20 milhões de doses da vacina e negou a certificação de boas práticas à empresa que produz a Covaxin: a Bharat Biotech. No início de junho, a Anvisa aprovou a importação da vacina, com restrições, mas as doses ainda não chegaram ao país.

Ao anunciar a suspensão do contrato, Wagner Rosário, da CGU, disse que haverá uma revisão dos termos da aquisição da vacina.

"O tempo de suspensão vai durar tão somente durante o prazo de apuração. Nós colocamos a equipe para fazer uma apuração, uma equipe reforçada para ser bastante célere nesse processo e esperamos em não mais de dez dias ter uma resposta sobre essa análise", afirmou Rosário.

Além do deputado Luis Miranda, o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, que é servidor do Ministério da Saúde, deram depoimentos criticando a compra da vacina na CPI. Segundo os irmãos, o presidente Jair Bolsonaro foi alertado sobre irregularidades no processo.

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