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Revisão da B3 faz com que ETF ESG ganhe 40 novas ações

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Revisão da B3 faz com que ETF ESG ganhe 40 novas ações Freepik
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Lançado em outubro de 2020, o ETF ESG (ESGB11) - fundo de índice na temática da sustentabilidade - passou a contar em sua carteira neste mês com mais 40 empresas, chegando a um total de 133 ações.

Esse ETF reproduz a carteira do índice S&P/B3 Brasil ESG, que seleciona ações e proporções na carteira usando como base o grupo de companhias brasileiras listadas em outro índice, o S&P Brazil BMI, a partir de práticas empresariais de cuidados Ambientais, Sociais e de Governança.

Atualmente, os seguimentos de varejo (21,3%), financeiro (18,9%) e indústria (16,7%) têm o maior peso na carteira do ETF ESG. Na nova lista de ações, entraram empresas como: Randon (RAPT4), Rede D’Or (RDOR3), Movida (MOVI3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Para o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, a mudança real no foco dos investimentos é um movimento atual em todos os países e tende a seguir o caminho de ter uma fatia cada vez maior voltada para a temática sustentável.

"Quando olhamos em termos globais, as maiores gestoras de investimentos do mundo, já têm fundos dedicados a este tema. Atualmente, já vemos algumas gestoras - que têm décadas de existência - mudando a mentalidade e entendendo que o fluxo de capitais vai migrar para as empresas que respeitam essa temática. Então, já vemos alguns bilhões de dólares - em termos globais - sendo migrados de empresas que não têm o selo para companhias que tenham o selo ESG", reforça Milane.

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Tipos de ETFs

No mercado global de ETFs, há uma variedade grande de tipos diferentes de ETF. São muito conhecidos os fundos de índices de ações, e só nesse grupo já existem muitas opções: ETFs de índices amplos, segmentados, setoriais, nacionais ou internacionais.

Mas há também fundos de outros tipos de índices, como ETFs de moedas, de commodities ou de papéis de renda fixa. No mercado brasileiro, os ETFs de renda variável são os mais numerosos, mas existem também ETFs de renda fixa, que replicam índices formados por títulos públicos com diferentes prazos médios de vencimento.

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Vantagens e pontos de atenção dos ETFs

Entre as principais vantagens, além do baixo risco, está a facilidade para investir e a possibilidade de começar com valores a partir de R$ 100.

Como a sua exposição é indireta, uma grande vantagem é a volatilidade mais baixa, mesmo que uma das ações tenha alta volatilidade, há outra que é mais estável. Então, o todo mantém o equilíbrio.

Além disso, por ser composto por diversos papéis e de segmentos diferentes, temos a possibilidade da diversificação, já que com apenas uma cota você tem acesso a diversas ações.

Outro fator interessante é que todas as documentações são disponibilizadas ao investidor. Portanto, você sabe tudo o que acontece no seu fundo de índice.

Como ponto de atenção, encontramos a cobrança de uma taxa de administração por parte das gestoras, que podem variar de 0,2% a 2%, e a tributação de Imposto de Renda.

Sobre o IR, no caso dos ETFs de renda variável há uma alíquota fixa de 15% sobre o ganho de capital do investidor com a operação. É importante ressaltar que, ao vender uma cota de ETF, o investidor tem uma retenção de Imposto de Renda direto na fonte, com uma alíquota de 0,005%.

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