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Petróleo fecha em baixa, com estoques dos EUA e negociações da Opep+ no radar

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Petróleo fecha em baixa, com estoques dos EUA e negociações da Opep+ no radar Andrey Rudakov | Bloomberg
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(Estadão Conteúdo) - Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, nesta quarta-feira (14). Os contratos já caíam no início do dia, após a alta da sessão anterior, chegaram a reduzir perdas com relatos de acordo na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre ajustes na oferta, mas voltaram a piorar, após o relatório semanal de estoques dos Estados Unidos.

O petróleo WTI para agosto fechou em baixa de 2,82% (-US$ 2,12), em US$ 73,13 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro recuou 2,26% (-US$ 1,73), a US$ 74,76 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O quadro negativo do mercado no início do dia pode ter sido fruto de um ajuste, após a alta de ontem, quando o WTI fechou acima de US$ 75 o barril, mas também de certa cautela sobre o ritmo da recuperação da demanda, com a variante delta da Covid-19 como incerteza no radar. Hoje, o Banco Central Europeu (BCE) voltou a mencionar a cepa do vírus como uma ameaça potencial à retomada, enquanto ela também se dissemina pelos EUA.

Relatos de que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos chegaram a um acordo sobre a oferta de petróleo, no âmbito da Opep+, fizeram os contratos diminuírem perdas pela manhã. Para a Eurasia, a notícia reforça a chance de um acordo do grupo até setembro. Mais adiante, porém, o quadro voltou a piorar, com o relatório semanal de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Após um problema que atrasou a divulgação do dado, o DoE informou hoje que os estoques de petróleo dos EUA caíram 7,9 milhões de barris na última semana, ante previsão de queda menor, de 4 milhões. Os estoques de gasolina e de destilados subiram e também a produção média diária de petróleo, mostrou o relatório oficial.

Após o dado, o petróleo acentuou perdas, mesmo em dia de recuo do dólar. O Commerzbank avalia em relatório o quadro da oferta e da demanda e acredita que, com as dúvidas sobre a oferta da Opep+, os contratos da commodity ainda permanecem bem apoiados.

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