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Raízen quer levantar R$ 6,9 bilhões com IPO; Ação é cotada entre R$ 7,40 a R$ 9,60

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Raízen quer levantar R$ 6,9 bilhões com IPO; Ação é cotada entre R$ 7,40 a R$ 9,60 Divulgação | Raízen
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De acordo com comunicado divulgado ao mercado nesta quarta-feira (14), a Raízen, joint venture entre Shell e Cosan, planeja arrecadar aproximadamente R$ 6,9 bilhões em sua oferta pública inicial de ações (IPO).

O cálculo da companhia tem como base o intervalo de preço para o IPO estabelecido entre R$ 7,40 e R$ 9,60 por ação. A empresa brasileira de biocombustíveis e de energia protocolou no início de junho seu pedido de registro para ter ações negociadas na B3.

A Raízen, que pretende alcançar uma valuation R$ 70 bilhões, vai ofertar, inicialmente, 810.811.000 novas ações no âmbito de sua oferta primária. Conforme documento apresentado pela empresa, a oferta de ações contará com distribuição tanto para investidores institucionais quanto para não-institucionais - incluindo investidores de varejo.

O período de reserva ocorrerá a partir do próximo dia 20 de julho, encerrando no dia 02 de agosto. Ainda de acordo com o cronograma do IPO, as ações da Raízen serão precificadas no dia 03 de agosto, com a conclusão do processo de bookbuilding (coleta de intenção de compra junto a investidores).

A estreia da Raízen na B3 está programada para acontecer no dia 05 de agosto.

Rumo ao recorde

As grandes operações de abertura de capital previstas a partir deste mês vêm animando o mercado. A projeção dos bancos de investimento é de que a nova safra de aberturas de capital, entre julho e setembro, movimente cerca de R$ 40 bilhões.

Isso deve fazer com que as emissões de ações batam um novo recorde este ano - já foram cerca de R$ 80 bilhões desde janeiro. O Itaú BBA, por exemplo, prevê um volume total no ano entre R$ 150 bilhões e R$ 170 bilhões.

"Um IPO não é necessariamente algo bom para o investidor. Tem que ser feito um trabalho de garimpo, de muito estudo sobre essas empresas que vão abrir capital. O investidor precisa da ajuda de um profissional, de um assessor de investimentos de qualidade, para poder separar o joio do trigo. É muita informação para ser avaliada e para o investidor que está começando digerir de uma vez", ressalta Leonardo Milane, Sócio e Economista da VLG Investimentos.

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