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Crise hídrica abre oportunidade para avanço da energia solar no país

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Crise hídrica abre oportunidade para avanço da energia solar no país Freepik
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O Brasil enfrenta atualmente a pior seca dos últimos 91 anos. A crise hídrica tem custado caro ao consumidor, que já paga bandeira tarifária vermelha no patamar 2 na conta de luz. Diante da urgência de criar alternativas para um problema que deve ser cada vez mais constante nos próximos anos, a energia solar surge como uma opção para quem deseja economizar e, de quebra, contribuir com o meio ambiente.

A prova de que o brasileiro já se movimenta para adotar a energia solar é o crescimento desse tipo de serviço desde 2020, em meio à pandemia do coronavírus.

Em junho deste ano, a energia solar atingiu a marca histórica de 6 gigawatts (GW) de potência instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos de residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos no Brasil, o que equivale a mais de um terço de toda a capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu.

“Metade de toda a capacidade da geração própria de energia solar do Brasil foi instalada em 2020, com investimentos diretos dos consumidores e da sociedade, sem depender de recursos do governo. Isso demonstra a agilidade e resiliência desta modalidade, que está ajudando muito o Brasil em plena situação de crise hídrica, pois gera uma energia elétrica competitiva, sustentável e que não depende de água”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

De acordo com a associação, o Brasil possui atualmente mais de 518 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental para mais de 652 mil unidades consumidoras. São mais de R$ 30,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, que geraram mais 180 mil empregos acumulados no período, espalhados ao redor de todas as regiões do Brasil.

Entre os benefícios da energia solar, está a economia de água das hidrelétricas.

“Como a energia é gerada junto ou próximo ao local de consumo, ela não usa as linhas de transmissão e ajuda a desafogá-las, além de reduzir as perdas elétricas e de economizar água dos reservatórios das hidrelétricas. Também fornece eletricidade sem emissões de poluentes, nem de gases de efeito estufa”, explica Rodrigo Sauaia.

Embora a instalação não tenha um custo baixo inicialmente, os benefícios aparecem no longo prazo. O empresário Ricardo Silva, por exemplo, decidiu instalar painéis solares em casa para reduzir a dependência da energia elétrica no futuro.

"O valor investido inicialmente é alto, mas fiz as contas e acredito que em poucos anos vou ter o dinheiro de volta e não fico mais na dependência das distribuidoras de energia elétrica", explica.

É possível fazer a simulação do valor que deverá ser investido para instalação de energia solar pela internet em sites de empresas especializadas. Os valores variam conforme a região e o tipo de equipamento que será utilizado.

Simulando a instalação da estrutura em uma residência no Distrito Federal com gasto médio de 188kWh por mês, o valor aproximado ficaria entre R$ 7.500 e R$ 10.500. O tempo de retorno do investimento seria entre 4 e 6 anos e a economia anual aproximada seria de R$ 2.000.

Segundo a Absolar, em termos de potência instalada, os consumidores residenciais lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 40,7% da potência instalada no País, seguidos pelas empresas dos setores de comércio e serviços (36,6%), consumidores rurais (13,2%), indústrias (8,3%), poder público (1,1%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,02%).

A decisão de instalar energia solar em uma residência ou em uma empresa é, acima de tudo, uma escolha que traz independência. O usuário fica livre das mudanças de valores recorrentes na conta de luz, contribui com o meio ambiente e adota uma tecnologia que deve crescer cada vez mais no país.

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