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Reserva de emergência: antes de avançar com seus investimentos, construa sua segurança financeira

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Reserva de emergência: antes de avançar com seus investimentos, construa sua segurança financeira Freepik
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Você sente que sempre surge um imprevisto que atrapalha organizar o seu orçamento? O carro pode estragar, seu notebook parar de funcionar, a geladeira queimar, você pode perder o emprego. De uma hora para a outra, uma situação inesperada atinge em cheio o orçamento familiar e, por isso, ter um planejamento financeiro é essencial para evitar dores de cabeça mesmo diante de algum imprevisto.

Ter disponível uma reserva de emergência - algum investimento do qual possa dispor rapidamente, com liquidez - é essencial para ter suas finanças pessoais mais saudáveis.

"A recomendação geral é que a pessoa tenha disponível, pelo menos, seis vezes o seu custo médio mensal. É importante ter uma reserva de uns seis meses, no caso de perder o emprego, por exemplo, para ter tempo de conseguir uma nova fonte de renda", destaca Letícia Kratka, Consultora Financeira do Mercado1Minuto.

De forma prática, o montante total ideal da reserva de emergência pode ser a soma de 6 a 12 meses do custo de vida mensal. Por exemplo, quem tem despesas fixas de R$ 5 mil por mês, na estimativa mais simples deve ter R$ 30 mil guardados para uma situação não esperada. Na situação mais confortável, seriam R$ 60 mil.

No geral, para esse colchão emergencial, são recomendados produtos financeiros como um CDB, Fundos DI ou Tesouro Selic - um título pós-fixado de renda fixa - atrelado à taxa de juros Selic, que possui baixa volatilidade e rendimento estável e mais seguro. Funcionam com uma liquidez diária e são aplicações que não rendem muito, mas o objetivo, neste caso, não é ter altos rendimentos. Não é para aumentar o patrimônio pessoal, mas sim para protegê-lo.

"O mais importante é que seja alguma aplicação líquida para ser resgatada quando for preciso. Além disso, tem de ser uma aplicação de baixo risco. Afinal, para a reserva de emergência a pessoa não pode correr o risco de ter perda de patrimônio", ressalta Letícia Kratka.

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Em resumo, as três principais opções de investimento para formar uma reserva de emergência são:

  • CDBs com liquidez diária: os Certificados de Depósito Bancário são títulos privados pós-fixados emitidos por instituições financeiras com prazo e taxa definidos no momento da compra. Eles seguem a taxa CDI que, por sua vez, tem valor semelhante à Selic. Esse título conta com a cobertura do Fundo Garantidor de créditos (FGC) de até R$ 250 mil (por emissor e por CPF). A recomendação é procurar instituições financeiras reconhecidas, que contam com liquidez.

  • Tesouro Selic: são títulos públicos de renda fixa, emitidos pelo Tesouro Nacional, atrelados à taxa básica de juros.

  • Fundo DI: os fundos de renda fixa atrelados à taxa DI. Esse tipo de fundo deve investir ao menos 95% do seu patrimônio em títulos públicos atrelados à Selic. Obs: é importante ter cuidado para as regras de valor mínimo de resgate.

Por fim, é relevante pontuar que a segurança financeira deve girar ao redor de três pilares: 1. básica - a capacidade de poder prover todas as despesas essenciais para manter o seu padrão de vida; 2. contra eventualidades - uma reserva de dinheiro para cobrir imprevistos sem você ter que se endividar; 3. futura - esse planejamento deve levar à liberdade financeira com o tempo.

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