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Tesouro: média mensal de emissões saltou de R$ 50 bi para R$ 145 bi na pandemia

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Tesouro: média mensal de emissões saltou de R$ 50 bi para R$ 145 bi na pandemia Gabriela Bilo | Estadão
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(Estadão Conteúdo) - O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, disse nessa sexta-feira (23) que as emissões de títulos saltaram de uma média de R$ 50 bilhões por mês passaram para R$ 145 bilhões nos últimos meses. Ele lembrou o nível de endividamento e a curva de juros brasileira são mais altos que os de outros países emergentes.

"Quando o país tem uma dívida muito grande e cara, ela acaba drenando recursos do setor privado, tira recursos do investimento e prejudica o crescimento econômico. Endereçar a questão do endividamento é reverter esse processo, tirar o Estado da drenagem de recursos do setor privado e abrir espaço para investimentos", afirmou, em videoconferência promovida pelo Jota.

Bittencourt apontou que o teto de gastos já provocou uma forte redução nas despesas discricionárias nos últimos anos, embora as despesas obrigatórias continuem em alta. O secretário reforçou que apenas os gastos extraordinários para o combate da pandemia de Covid-19 seguem fora do teto.

"A consolidação fiscal vale a pena, ela reduz os juros. O nosso objetivo é fortalecer o fiscal, para termos um custo de dívida e um endividamento menor", repetiu.

Reduzir impostos

Jeferson Bittencourt também alertou que, apesar da melhora da arrecadação de tributos e de perspectivas mais positivas para o resultado fiscal desse ano, o governo não tem condições de abrir mão de receitas de forma livre na reforma tributária.

"As receitas devem continuar se recuperando, com crescimento da economia e mudanças de composição da arrecadação. As pessoas em casa passaram a comprar mais pela internet, que são bases mais fáceis de acompanhar para a tributação. E se podemos discutir a redução da carga tributária agora é porque a despesa está controlada", afirmou durante videoconferência.

O relator da reforma do Imposto de Renda na Câmara dos Deputados, Celso Sabino (PSDB-PA), já adiantou que seu texto deve trazer uma perda de R$ 30 bilhões em arrecadação, já com o aval do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Já Bittencourt considerou que a reforma do IR ainda está em aberto, com muito para se discutir.

"Não temos jamais total liberdade para perder arrecadação. Temos de manter a preocupação com a consolidação fiscal. Estamos entregando melhores resultados fiscais, mas esses números não podem deixar a gente relaxar", completou.

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