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Petrobras aumenta produção de petróleo no 2T21; Commodities seguem em ciclo de alta

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Petrobras aumenta produção de petróleo no 2T21; Commodities seguem em ciclo de alta Shutterstock
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A Petrobras (PETR3; PETR4) relatou esta semana ter produzido 2,8 milhões de barris equivalentes de petróleo (boed) no 2T21. O volume representa um crescimento de 1,1% em relação ao primeiro trimestre de 2021 e uma pequena queda de 0,1% ante o mesmo período do ano anterior.

Com relação a produção do pré-sal foram totalizados 1,96 milhões de boed, o equivalente a 70% da produção total, número 1% acima do primeiro tri deste ano e 4% maior que o segundo trimestre de 2020.

De acordo com a estatal, contribuiu para os resultados a estabilização dos níveis de produção das plataformas que realizaram paradas programadas no primeiro trimestre deste ano. Entretanto, o efetivo de trabalhadores nas plataformas seguiu reduzido por conta da pandemia do coronavírus, com a adoção de medidas como o isolamento pré-embarque e a ampla testagem.

Em seu relatório de produção, a Petrobras comunicou que houve ampliação da comercialização de derivados. Neste segundo trimestre de 2021, os volumes no mercado interno chegaram a 1.759 milhões de barris ao dia (Mbpd) - destaque para aumento das vendas de gasolina e diesel. No mês de maio, a petroleira superou mais uma vez o recorde de vendas de diesel S-10, com a comercialização de 450 Mbpd, volume 3% superior ao recorde anterior alcançado em abril deste ano.

"O aumento do volume de gasolina ocorreu devido a um aumento da demanda relativo ao etanol hidratado, queda nas importações por outras empresas e menor posicionamento de produtos por outros produtores. A alta nos volumes de diesel foi impulsionada por sazonalidade mais forte e a isenção do imposto PIS/Cofins em abril, que teve impacto positivo nas vendas, além da redução na proporção média de biodiesel entre os trimestres", pontuou a empresa.

Outro fator que ajudou no aumento da demanda por derivados, é o atual cenário brasileiro de estiagem - ocasionando no esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas - que levou o mercado a recorrer a produção de energia elétrica através das usinas térmicas. O óleo combustível é um dos insumos usados por essas usinas.

A companhia destacou ainda que os petróleos do pré-sal apresentam alto rendimento de derivados de maior valor agregado e possuem baixo teor de enxofre. Como consequência, ajuda a ter uma atividade de refino mais sustentável.

O processamento de petróleo do pré-sal seguiu em alta no 2T21, representando 54,7% da carga processada no primeiro semestre deste ano - uma alta de 5,3 pontos percentuais em relação ao ano de 2020 e um novo recorde de 898 Mbpd.

Mercado internacional

A Petrobras informou que as exportações de petróleo no 2T21 cresceram com a ampliação da sua base de clientes, incorporando quatro novos refinadores à carteira de Búzios e quatro novos refinadores para Atapu.

"Cabe destacar que exploramos a arbitragem que tem favorecido a venda de petróleo nos mercados ocidentais diversificando o destino das exportações de petróleo, resultando no aumento das vendas de petróleo para Europa, América Latina, Estados Unidos, e também para a Índia, com consequente redução das exportações para China", explicou em seu relatório.

As preocupações globais por conta da pandemia de Covid-19 não têm puxado o preço do petróleo para baixo. O mercado da commodity segue aquecido no curto prazo, com a demanda superando a oferta, mesmo com o recente acréscimo na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).

"Vale lembrar que outras matérias-primas também seguem em alta neste momento. Commodities agrícolas ainda estão em patamares altos, metálicas também estão em alta, não é só o petróleo", ressalta Leonardo Milane, Sócio e Economista da VLG Investimentos.

No Brasil, o principal problema enfrentado pelas indústrias no segundo trimestre deste ano ainda foi a falta e o alto custo das matérias-primas. Segundo a pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os efeitos da pandemia do coronavírus têm impactado a oferta de insumos para todo o setor. O problema de escassez é mencionado por 68,3% das indústrias pesquisadas.

Ao longo da última semana, o mercado do petróleo apresentou grande volatilidade, mas conseguiu recuperar quase todas as perdas da segunda-feira (19) - quando atingiu menores níveis desde maio com preocupações sobre o aumento dos casos da variante delta de Covid-19.

Por volta das 12h40 desta sexta-feira (23), os contratos futuros do petróleo WTI, cotado em Nova York, estavam sendo negociados com baixa de 0,07% a US$ 71,86 por barril, enquanto os contratos do Brent, cotado em Londres e referência mundial de preço, apresentavam alta de 0,04% a US$ 73,83.

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