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ETFs de Ethereum chegam na B3; Como investir em criptomoedas com mais segurança?

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ETFs de Ethereum chegam na B3; Como investir em criptomoedas com mais segurança? Peter Patel | Pixabay
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Esta semana o mercado das criptomoedas foi movimentado por uma nova atualização tecnológica do Ethereum (ETH), o “London Fork”, ou proposta de melhoria EIP-1559. Até a manhã desta sexta-feira (06), o ativo ETH registrava um avanço de 18,41% em seu preço no período de sete dias.

A nova atualização do Ethereum deve fazer com que ele passe a ser deflacionário. Na prática, isso pode gerar uma estabilização dos preços e das taxas de transação da blockchain dessa criptomoeda.

Por aqui no Brasil, na última quarta-feira (04), foi lançado na B3 o primeiro ETF da América Latina com 100% de exposição ao Ethereum. Lançado pela QR Asset Management, gestora de recursos da holding QR Capital, o QETH11 conta com uma taxa de administração de 0,75% ao ano. O ETF iniciou na bolsa brasileira com um patrimônio líquido de R$ 80 milhões obtido numa primeira emissão coordenada pela Vitreo.

"O Ether é um ativo já consolidado e que, como o Bitcoin, tem um histórico mais longo, bons casos de uso como as finanças descentralizadas (DeFI), tornando-se um excelente ativo para reforçar a diversificação de carteiras de investimentos", afirmou, no dia do lançamento, o presidente da QR Capital, Fernando Carvalho.

O QETH11 acompanhará o preço do índice CME CF Ether Reference Rate, utilizado também pela maior bolsa de derivativos do mundo, a Chicago Mercantile Exchange Group. A custódia é da empresa especializada em criptoativos Gemini.

Ainda em agosto, deve ser listado na B3 mais um ETF com a criptomoeda. Está prevista para este mês a listagem do ETHE11 - Hashdex Nasdaq Ethereum ETF, que terá um foco de 100% do seu patrimônio em ether/ethereum.

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Como se expor a este mercado com mais segurança?

Diversos fatores, entre eles a possibilidade de diversificação dos ativos na carteira e a possibilidade de lucrar com a alta volatilidade, têm levado os investidores brasileiros a se interessarem cada vez mais pelo universo das criptomoedas.

O Bitcoin alcançou uma fama global e busca se consolidar como uma versão digital de reserva de valor, pelo alto preço e escassez (só poderão ser produzidas 21 milhões de unidades da moeda). No entanto, existem milhares de outras criptomoedas em circulação no momento. De acordo com o site Coin Market Cap, até a sexta-feira (06) passada, existiam 11.155 opções vigentes no mercado digital.

"Temos visto que os investidores institucionais começaram a entender a importância de ter uma locação estratégica em criptoativos. Podemos falar especificamente do Bitcoin, por exemplo, sobre a tese de reserva de valor (tendo ela como uma proteção a um cenário de desvalorização das moedas dos países desenvolvidos) e também sobre o lado do upside das tecnologias. São tecnologias monetárias novas e, caso se consolidem, têm uma tendência de alto crescimento", aponta Samir Kerbage, sócio e CTO da gestora de investimentos Hashdex.

Para quem está buscando entrar neste universo dos criptoativos é importante ficar atento a possibilidade de golpes financeiros através das plataformas virtuais. Samir Kerbage destaca dois pontos de alerta para evitar cair numa roubada:

  • Altos retornos mensais garantidos. Fuja das promessas que soam "boas demais para serem verdade". Não existem retornos certos no mercado de criptoativos. Os potenciais de crescimento são altos, mas as quedas de preços dos ativos digitais também são grandes.
  • Investir através de qualquer exchange. Se for aplicar parte de seu patrimônio com o intuito de investimento neste mercado, procure gestores regulados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Somente gestores, administradores de carteira e distribuidores regulados podem oferecer qualquer produto de investimento no Brasil.

Qualquer pessoa pode comprar e vender criptomoedas através de diversas exchanges (agências de câmbio), mas, assim como no mercado de troca de moedas fiduciárias, existem riscos de negociação com cada estabelecimento. Portanto, existe o trabalho extra de pesquisar alguma empresa que possa trazer mais segurança nas operações de trocas das moedas digitais.

"Não existe nada de ilegal em comprar, por exemplo, Bitcoins em uma exchange. Agora, desconfie se houver alguma entidade, que não estiver registrada na CVM, e ofereça algum produto de investimento com rentabilidade neste mercado", alerta Kerbage.

A dica final, antes de efetivar alguma aplicação, é o investidor estudar, acompanhar o mercado, acessar conteúdos e relatórios de analistas para se informar e ter consciência real dos riscos e das oportunidades.

Para entender melhor a tecnologia por trás deste universo digital e as oportunidades disponíveis, o podcast +Q1Minuto gravou um programa especial sobre o tema.

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