clique para ir para a página principal

Índice de uso da Internet aumenta durante pandemia, diz pesquisa

Atualizado em -

Índice de uso da Internet aumenta durante pandemia, diz pesquisa Pexels
► Efeitos negativos da pandemia atingiram 4 em cada 10 empresas no Brasil► Com fim da pandemia, 63% dos profissionais querem trabalhar mais vezes em casa do que no escritório

Por conta da pandemia da Covid-19 é natural que a população utilize mais a internet, tanto para uso individual quanto para trabalhos e atividades remotas. Com isso, foi apontado pela pesquisa TIC Domicílios que o uso da internet aumentou de 74% para 81% pela população em 2020, representando um total de 152 milhões de pessoas com mais de 10 anos.

A pesquisa foi promovida pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br) e lançada oficialmente na quarta-feira (18) passada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

No levantamento, foi apontado um aumento no percentual de acesso à internet entre as classes marginalizadas. A utilização da internet nesse grupo cresceu de 53%, em 2019, para 70%, em 2020. Entre habitantes com 60 anos ou mais foram de 34% para 50%, entre alunos do Ensino Fundamental foram de 60% para 73%, entre mulheres foram de 73% para 85% e nas classes D e E foram de 57% para 67%. Já na área urbana, o índice passou de 77% para 83%.

“Em 2020 houve uma aceleração do uso da rede entre parcelas mais vulneráveis da população. Apesar do maior alcance da Internet no Brasil, os indicadores apontam a persistência das desigualdades no acesso, com uma prevalência de usuários de classes mais altas, escolarizados e jovens”, explica Barbosa, gerente do Cetic.nr/NIC.br.

A pesquisa também registrou um aumento na realização das atividades online durante a pandemia. No entanto, também foi registrado uma desigualdade nos aproveitamentos das oportunidades em atividades online em comparação com a classe A.

Por exemplo, os usuários da Classe C realizaram mais cursos a distância e estudaram por conta própria em 2020 em comparação a 2019, mas ainda em menor quantidade aos usuários da classe A.

Embora a atividade online tenha crescido, elas estão centralizadas em áreas urbanas, entre àqueles que possuem mais escolaridade e são das classes A e B. Além disso, também foi notório o crescimento de transações financeiras no ambiente digital, 43%, contra 33% em 2019, com aumento expressivo entre as classes C e DE.

Classes que mais aderiram ao trabalho remoto

De acordo com a pesquisa da Datafolha realizada no ano passado, o trabalho remoto (home office) é a realidade para 52% dos profissionais das classes A e B. No entanto, o índice é bem diferente para outras classes. Para a classe C, somente 29% dos trabalhadores aderiram ao trabalho remoto. Já para as classes D e E, o percentual é ainda mais baixo, com 26%.

A pesquisa usou como base a População Economicamente Ativa (PEA), entrevistando 1.503 pessoas por telefone, em todas as regiões do Brasil.

Segundo o estudo, a maior parte dos assalariados não migraram para o home office. Entre eles, 68% ressaltaram que nunca aderiram à prática. Já os profissionais liberais, autônomos e empresários, 47% trabalham em casa e 53% não adotaram o método.

Relacionados:

► Efeitos negativos da pandemia atingiram 4 em cada 10 empresas no Brasil► Com fim da pandemia, 63% dos profissionais querem trabalhar mais vezes em casa do que no escritório

Leia mais: