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FGV aponta melhora no clima econômico da América Latina

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FGV aponta melhora no clima econômico da América Latina Freepik
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O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou pelo quinto trimestre seguido, marcando 99,7 pontos, e se aproxima da zona de neutralidade de 100 pontos. Esse é o melhor resultado do indicador desde o primeiro trimestre de 2018, quando alcançou 101,5 pontos.

O Indicador da Situação Atual (ISA) também melhorou, passando de 28,2 pontos para 59,1 pontos, mas ainda continua em nível baixo. Por outro lado, o Indicador de Expectativas (IE) teve um recuo de 5,4 pontos, totalizando 150,6 pontos atualmente, permanecendo otimista.

” O fraco desempenho do ICE vem sendo influenciado mais pela dificuldade de recuperação da situação atual desde o 3º trimestre de 2012, já que nas expectativas, as perspectivas vêm se mantendo em zona favorável desde o 3º trimestre de 2016, à exceção do 2º trimestre de 2020”, justificou a FGV, em nota.

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(Fonte: FGV)

No Brasil, o ICE subiu 34,3 pontos na passagem do segundo trimestre para o terceiro trimestre e lidera a lista de maior variação do indicador. Essa melhora também alavancou o ISA, que avançou 51,6 pontos para 69,2 pontos, enquanto o Indicador de Expectativas teve um encolhimento de 5,5 pontos, para 176,9.

O maior ICE é do Paraguai com 125,1 pontos, seguido pelo Brasil, Chile (104,1 pontos), Peru (102,0 pontos) e Colômbia (101,1 pontos), todos na zona favorável do índice. O menor indicador é o da Argentina, de 60,3 pontos.

A pesquisa mostra que cerca de 25% dos especialistas consideram que o problema de desabastecimento de insumos e/ou matérias primas é grave. O Brasil é o país com maior percentual nesse quesito (46,2%), seguido da Colômbia, com 29,4%.

A FGV ressalta, ainda, que quanto maior, mais diversificado e internacionalizado o parque produtivo, maior a probabilidade de o desabastecimento estar presente. Sendo assim, o México deve se beneficiar da proximidade e das relações intrafirmas e intrassetoriais com os Estados Unidos.

A sondagem apontou que, em média 22% dos especialistas esperam que a situação seja normalizada no primeiro semestre de 2022, e 32,9% acreditam que será no quarto trimestre deste ano ainda. 58% dos especialistas estimam que o ciclo de aumento de preços pode durar mais um ano, enquanto 23% acreditam que o atual ciclo irá durar até o final 2021.

”Não seria então um “super ciclo de altos preços das commodities” como o ocorrido anteriormente. Em relação ao Brasil, 76,9% dos especialistas acham que dura mais um ano e percentuais acima de 50% também foram registrados na Colômbia e México”, finalizou a FGV.

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