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B3 aposta em inteligência artificial para se proteger de ataques cibernéticos

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B3 aposta em inteligência artificial para se proteger de ataques cibernéticos Pexels
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Em um evento online da XP, painel sobre tecnologia e investimentos na Expert XP, Gilson Finkelsztain, presidente da B3, disse que interpreta a tecnologia como uma aliada dos negócios e que a empresa está desenvolvendo o sistema de inteligência artificial para facilitar alguns processos e prevenir a Bolsa de ataques e crimes cibernéticos.

Segundo ele, a empresa utiliza a inteligência artificial para gerar valor e agregar informação de forma otimizada aos clientes. Além disso, a tecnologia também é utilizada para a leitura de documentos, prevenção de lavagem de dinheiro, monitoramento preventivo e segurança cibernética.

Espera-se que a maneira de se investir se torne cada vez mais otimizada com o auxílio da inteligência artificial.

“Vai ser tão simples, tão rápido. Talvez num clique você poderá rebalancear sua carteira, ajuste. A tecnologia vai aumentar a facilidade de rebalancear seus portfólios" disse Gilson Finkelsztain.

De acordo com o presidente da XP, Thiago Mafra, que também participou do painel, o setor de investimentos entrelaçado à tecnologia tem um futuro otimista. Além de auxiliar nas plataformas de investimentos, deixando-as mais rápidas, ágeis e baratas de construir, a tecnologia também abre as portas para novas formas de aplicar o dinheiro, como criptomoedas e NFTs.

“Vemos o mercado de criptomoedas crescendo. Elas são investimentos alternativos. Isso deve ser uma parte da carteira das pessoas, assim como ações, imóveis, renda fixa. As pessoas deveriam ter parcela investida em criptomoedas”, explica Maffra.

Ataques cibernéticos

Na semana passada, quinta-feira (19), a Lojas Renner sofreu um ataque cibernético com sequestro e roubo de dados. Com isso, diversos setores ficaram preocupados pelo prejuízo que isso poderia trazer. Além de que os hackers também estão se dedicando a quebrar códigos e roubar criptomoedas.

Como apresentado pelo Mercado1Minuto aqui, também existem hackers que realizam os ataques, roubam os dados e exigem uma quantia para a devolução de informações. Foi o caso da empresa de tecnologia Kaseya, que foi atacada no início do mês passado e os atacantes pediram US$ 70 milhões para devolver os dados roubados dos clientes.

No mês de junho, a JBS (JSBS3) também sofreu um ataque cibernético que impactou suas operações. A empresa teve que restabelecer suas atividades em três países, Estados Unidos, Austrália e Canadá.

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