clique para ir para a página principal

Produção industrial recua 1,3% em julho, diz IBGE

Atualizado em -

Produção industrial recua 1,3% em julho, diz IBGE Pedro Revillion / Palácio Piratini
► Segundo IBGE, preços da indústria têm alta de 1,94% em julho► PIB deve crescer acima de 5% este ano, diz Ministério da Economia

A produção industrial nacional caiu 1,3% frente a junho, na série com ajuste sazonal, segundo resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 1,5%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (2).

Em relação com o mesmo período de 2020, houve alta de 1,2%, a décima primeira taxa positiva consecutiva nessa comparação. No ano, a indústria acumula alta de 11,0% e, em doze meses, de 7,0%, intensificando o crescimento de junho (6,6%) e mantendo trajetória ascendente desde agosto de 2020 (-5,7%).

O recuo de 1,3% de julho, alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados. Entre elas, as taxas negativas mais importantes são de bebidas (-10,2%), após três meses de taxas positivas consecutivas, quando acumulou uma expansão de 11,7%; e produtos alimentícios (-1,8%), segundo mês seguido de queda na produção e acumulando nesse período perda de 3,8%.

Além dessas, outras influências negativas importantes vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,8%), de máquinas e equipamentos (-4,0%), de outros equipamentos de transporte (-15,6%) e de indústrias extrativas (-1,2%).

Sob outra perspectiva, tiveram sete atividades com crescimento na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,8%) exerceu o principal impacto positivo em julho de 2021, terceiro mês seguido de avanço e acumulando, nesse período, expansão de 10,2%.

Também houve queda entre as grandes categorias econômicas, como em bens de consumo duráveis (-2,7%) e bens intermediários (-0,6%), com a primeira marcando o sétimo mês seguido de queda e acumulando nesse período perda de 23,4%; e a segunda recuando 3,2%, no quarto mês consecutivo de queda. Já os setores de bens de capital (0,3%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) tiveram resultados positivos em julho de 2021, com o primeiro marcando a quarta expansão seguida e avançando 5,9% nesse período; e o segundo devolvendo pequena parte do recuo de 1,7% assinalado em junho.

Em comparação a julho de 2020, a indústria cresceu 1,2%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 46 dos 79 grupos e 54,4% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que julho de 2021 teve um dia útil a menos do que igual mês de 2020 (22 contra 23).

As principais atividades que tiveram influências positivas, vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (21,2%), metalurgia (24,8%) e máquinas e equipamentos (26,2%).

Entre as doze atividades em queda, produtos alimentícios (-10,3%) foi a que teve o pior resultado. Outras contribuições negativas vieram dos ramos de bebidas (-15,2%), de indústrias extrativas (-2,7%), de móveis (-14,4%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-9,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-7,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,1%).

No acumulado do ano, todas as grandes categorias registram altas, frente a igual período do ano passado, chegou a 11%, com resultados positivos em 4 das 4 grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 65 dos 79 grupos e 72,7% dos 805 produtos pesquisados.

Relacionados:

► Segundo IBGE, preços da indústria têm alta de 1,94% em julho► PIB deve crescer acima de 5% este ano, diz Ministério da Economia

Leia mais: