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Serviços crescem 1,1% em julho e têm maior nível em cinco anos, aponta IBGE

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Serviços crescem 1,1% em julho e têm maior nível em cinco anos, aponta IBGE SergioMoraes/Reuters
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O volume de serviços prestados no Brasil alcançou o quarto resultado positivo seguido, com alta de 1,1% em julho, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que foi divulgado nesta terça-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o avanço, o setor atinge o maior patamar desde março de 2016, acumulando ganhos de 5,8% nos últimos quatro meses.

Em comparação ao mesmo período de 2020, os serviços tiveram alta de 17,8%, no acumulado do ano de 10,7% e de 2,9% no acumulado de 12 meses.

Atividades

O resultado do setor em julho foi puxado por duas altas: volumes de serviços prestados às famílias (+3,8%), que acumulam ganhos de 38,4% entre abril e julho, e dos serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,6%), que saltaram 4,3% nos últimos três meses e superaram, pela primeira vez, o patamar pré-pandemia.

“Essas duas atividades são justamente aquelas que mais perderam nos meses mais agudos da pandemia. São as atividades com serviços de caráter presencial que vêm, paulatinamente, com a flexibilização e o avanço da vacinação, tentando recuperar a perda ocasionada entre março e maio do ano passado”, avalia Rodrigo Lobo, analista responsável pela pesquisa do IBGE.

Nos serviços prestados às famílias, o destaque fica para o desempenho dos segmentos de hotéis, restaurantes, serviços de buffet e parques temáticos, que costumam crescer em julho devido às férias escolares. Apesar do avanço em julho, o volume de serviços prestados às famílias opera 23,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Essa é a única das cinco atividades que ainda não superou o nível pré-pandemia.

De acordo com Rodrigo Lobo, a situação é compreensível, pois se trata da atividade em que há a maior concentração de serviços prestados de forma presencial.

”É uma atividade que lida com restrições de oferta. Alguns estabelecimentos fecharam e outros reabriram, mas ainda não operam com plena capacidade. No lado da demanda, há pressão por conta da falta de avanço da massa de rendimento das famílias e do nível de desemprego elevado, que impedem que esse serviço cresça na mesma forma que os demais apurados dentro do setor”, acrescenta o pesquisador do IBGE.

Outras três atividades tiveram queda em seu volume, sendo elas: serviços de informação e comunicação (-0,4%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,2%) e os outros serviços (-0,5%).

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