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Escassez de produtos afeta a economia mundial

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Escassez de produtos afeta a economia mundial Pexels
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O congestionamento de contêineres nos principais portos do mundo tem levado os Estados Unidos, principal economia motora do planeta, a passar por uma escassez de diversos produtos. Por exemplo, comprar um novo automóvel ou materiais de construção era uma tarefa fácil, mas com a crise logística global passou a não ser.

Já existem casos de consumidores norte-americanos que estão necessitando esperar meses até conseguir o produto que estavam buscando. Isso se dá por conta de que os varejistas precisam estocar o mínimo das mercadorias para reduzir custos. Mas, quando acontecem situações como o pandemia atual, os comércios ficam sem artigos para atender ao aumento da demanda.

A pandemia da Covid-19 alterou como nunca o ritmo do fluxo do comércio. Quando o consumo aumenta em vários países simultaneamente, as rotas marítimas, aéreas e ferroviárias, que transportam todas mercadorias, não conseguem acompanhar a demanda. Um exemplo notável são as fabricantes de veículos - que tiveram de fechar suas fábricas e encerrar produções por conta da escassez de itens como microchips.

No entanto, não é só o setor automobilístico que está sendo afetado com a falta de chips. Fabricantes de computadores, notebooks, celulares e consoles de videogames, entre outros, também não conseguem acompanhar a retomada do fluxo da demanda atual.

Crise logística

Com diversos contêineres parados nos portos, o preço do frete sofreu uma alta disparada. Algumas empresas como a Legwear & Appareal, fabricantes de produtos para Puma, Champion e Skechers, afirmaram que os custos dos fretes subiram muito.

Segundo Christopher Volpe, diretor de operações e finanças da Legwear & Apparel, em entrevista para o jornal Washington Post, a companhia tem desembolsado cerca de US$ 24 mil para enviar contêineres dos Estados Unidos à Ásia, sendo que antes da pandemia o mesmo procedimento custava US$ 2 mil.

De acordo com os últimos dados do Drewry World Container Index, o aumento nas taxas de exportações não se restringem somente aos Estados Unidos. Na Europa ocorre um fenômeno parecido. O custo do frete de Xangai, na China, e Roterdã, na Holanda, aumentaram até 596% em comparação ao valor do ano passado.

Brasil

O Brasil também sofre com a crise de logística, com a demora das entregas, com os cancelamentos e o aumento no preço do frete. Apesar de o país não estar beirando o desabastecimento, o alto custo do transporte nas exportações é refletido nos produtos e, logo, no bolso do consumidor.

Altair Baptista, diretor da TFA Cargo agente de cargas, também ressaltou que o custo médio do transporte da China para Santos (SP), por exemplo, passou de US$ 1 mil antes da pandemia para US$ 11 mil atualmente, no caso de contêineres de 20 pés. Já os contêineres de 40 pés, que custavam US$ 2 mil, passaram para US$ 13 mil.

No fim das contas, o aumento dos custos de envios e a dificuldade de exportação para outros países acaba impactando diretamente na venda dos varejistas e na escassez de mercadorias. Nos EUA, nos países europeus, ou aqui no Brasil.

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