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Brasil está entre os países mais sensíveis com desaceleração econômica chinesa, diz Wells Fargo

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Brasil está entre os países mais sensíveis com desaceleração econômica chinesa, diz Wells Fargo Freepik
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Segundo uma pesquisa feita pelo Wells Fargo, prestadora de serviços financeiros nos Estados Unidos, o Brasil é um dos países mais vulneráveis à desaceleração da economia chinesa. A companhia criou um indicador para medir a sensibilidade dos países diante as atuais oscilações da economia da China.

De acordo com Brendan McKenna e Jessica Guo, economistas do Wells Fargo, os países que dependem fortemente das exportações, dos altos preços das commodities e que estão fortemente integrados ao sistema financeiro da China devem sofrer maior pressão. Com isso, os especialistas ressaltam que Cingapura e Coreia do Sul são frequentemente citados como os termômetros da economia global, dada sua condição de grandes exportadores e seriam particularmente vulneráveis à China.

Entretanto, os economistas também analisam que países como África do Sul, Brasil, Chile e Rússia dependem dos altos preços das commodities.

“Uma desaceleração econômica na China provavelmente resultaria em menos demanda por commodities e poderia pesar sobre cada economia. Além disso, cada uma dessas moedas está altamente correlacionada aos preços das commodities, enquanto as empresas relacionadas às commodities constituem um grande componente de cada respectivo índice de ações. Como resultado, cada moeda, bem como os mercados acionários locais, podem ficar sob pressão”, analisam os profissionais do Wells Fargo.

Ainda de acordo com o levantamento, os países com exportações para China acima de 6% do PIB foram rotulados como “altamente sensíveis”. Considerando o fato, Cingapura, Coréia do Sul, Chile, Tailândia e Peru são os mais afetados devido ao alto nível de exposição de exportação. Neste caso, o Brasil registrou uma sensibilidade moderada, já que exporta entre 2% e 6% de seu PIB à China. Os menos afetados são Indonésia, Tailândia, Peru, Polônia, México, Colômbia, Filipinas, Índia, Turquia e Israel.

Desaceleração da economia chinesa

A economia da China foi afetada pelas medidas rigorosas para frear a disseminação da Covid-19 e as restrições do mercado imobiliário. No entanto, diversos setores também foram afetados pelas regulamentações, inclusive as exportações do país com a crise logística que está acontecendo.

Como o Mercado1Minuto ressaltou aqui, as vendas do varejo subiram 2,5% em relação ao ano passado, no entanto, o percentual ainda é muito baixo ante à estimativa de 7% de uma pesquisa feita pelos economistas da agência Bloomberg. Além disso, o setor de construção também está sendo diretamente impactado, o percentual encolheu 3,2% nos oito primeiros meses do ano, por conta das restrições do governo chinês no mercado imobiliário.

De acordo com o chefe de economia do banco de investimento Macquarie Securities, em Hong Kong, Larry Hu, independentemente que o consumo possa se recuperar em setembro, a economia ainda permanecerá sob uma ampla tendência de baixa nos próximos trimestres.

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