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B3 inicia negociação de ETF com exposição ao setor de hidrogênio

Atualizado em -

B3 inicia negociação de ETF com exposição ao setor de hidrogênio Divulgação | Enel Green Power
► B3 estreia novo ETF com as 50 empresas mais inovadoras dos EUA► Negociações de ETFs já movimentaram R$ 153 bilhões na B3 em 2021

A partir desta quinta-feira (23), a B3 disponibiliza em sua listagem o ETF YDRO11 (It Now S&P Kensho Hydrogen) - primeiro com exposição ao setor de hidrogênio na bolsa brasileira.

O fundo internacional acompanha o desempenho de empresas especializadas no armazenamento, produção e transporte de hidrogênio. Em reais, o índice S&P Kensho Hydrogen Economy já registra uma rentabilidade de 308% desde maio de 2017 até agosto deste ano. A título de comparação, também em reais, o S&P 500 evoluiu 239% no mesmo período.

A aplicação inicial mínima é o valor de uma cota. Nesta manhã, o ETF era transacionado acima dos R$ 50. O YDRO11 conta com uma taxa de administração de 0,50% ao ano e uma tributação de 15% sobre o ganho de capital, além de sofrer exposição cambial.

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Mais investidores brasileiros

Os fundos de índices podem ser utilizados para investidores terem uma forma simples e eficaz de gerarem diversificação nas sua cesta de aplicações. Ao replicar o desempenho de um índice de referência, os ETFs possibilitam uma exposição a diversos setores, países e moedas. Essa categoria de ativo é negociado em bolsa através de uma estratégia passiva, ou seja, um fundo que replica o desempenho de um índice de referência. O investidor pode comprar ETFs de Ações, Renda Fixa, Ouro (e outros metais) e até de criptomoedas.

Dados da bolsa de valores brasileira apontam que o número de investidores brasileiros em ETFs saltou de 242 mil para mais de 440 mil investidores no primeiro semestre deste ano - representando um crescimento de 83%. O volume financeiro médio diário da categoria do ativo no período foi de R$ 1,4 bilhão em 2021.

O que é um ETF?

A sigla ETF é a abreviação em inglês de Exchange-Traded Fund. Em sua maioria, esses fundos contam com uma gestão passiva, com taxa de administração mais baixa e buscam replicar índices de mercado, como o Ibovespa, o S&P 500 (índice da bolsa americana) e também índices globais.

Na prática, o investidor faz uma aplicação em um ETF, que é como se fosse uma cesta de ativos, sem precisar acompanhar o desempenho de cada um dos papéis que compõem o investimento. Esse trabalho é feito pela gestora do ativo, que preenche a cesta de modo a ter a rentabilidade atrelada ao índice referência.

Entre as principais vantagens está a facilidade para investir (basta escolher a cesta de ativos que mais lhe agrada) e a possibilidade de começar aplicações com baixos valores. Para entender melhor sobre os ETFs, leia o texto do Mercado1Minuto sobre o tema.

Podcast +Q1Minuto

A ampliação do acesso aos ETFs na bolsa brasileira e as negociações recordes destes ativos atrelados ao dólar já foram o tema central de episódios do podcast +Q1Minuto.

Nos programas, o Sócio e Economista da VLG Investimentos, Leonardo Milane, apontou algumas vantagens da diversificação da carteira dos investidores por conta da abertura do mercado internacional aos brasileiros através da B3.

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