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Moody’s aumenta rating da Petrobras para Ba1 e perspectiva fica estável

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Moody’s aumenta rating da Petrobras para Ba1 e perspectiva fica estável Sergio Moraes / Reuters
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A Moody’s, agência de classificação de risco, elevou o rating corporativo da Petrobras (PETR3;PETR4) de Ba2 para Ba1. De acordo com a agência, a elevação se deu principalmente por conta do forte desempenho operacional e financeiro da estatal, com foco nas suas sólidas métricas de crédito.

Além disso, a Moody’s também elevou, simultaneamente, a avaliação de crédito de linha base (BCA) da Petrobras de ba2 para ba1. Conforme a avaliação da agência, a perspectiva do rating é estável.

A agência de classificação espera que a disciplina operacional e financeira da Petrobras se mantenha firme para apoiar a geração de caixa. Apesar de maiores pagamentos aos acionistas, a Moody’s acredita que a ação ajudará a sustentar a estrutura de capital atual da estatal.

“As ações de rating também consideraram a boa posição de liquidez da empresa e o perfil confortável de vencimento da dívida, bem como seu amplo acesso ao mercado de capitais global”, informa a agência de classificação de risco em seu comunicado.

Em comunicado, a Moody’s também ressalta que o rating Ba1 da Petrobras está um degrau acima da classificação soberano Ba2 do Brasil com base no perfil de crédito da mesma. A classificadora declara que a governança corporativa protege a Petrobras de alguma forma da interferência do governo.

“A Moody’s considera que há baixa probabilidade de que a empresa entre em default como consequência de problemas de crédito soberano ou default devido a i) sólidas métricas financeiras e estrutura de capital da Petrobras; ii) sua pequena dependência de fontes de financiamento domésticas; iii) sua exposição limitada ao risco de moeda estrangeira dada a proporção baixa e decrescente de negócios de refino do total e iv) o fato de mais de 30% de suas vendas estarem relacionadas à exportação”, acrescenta a Moody’s em seu comunicado.

Além disso, a agência também acredita que o rating é suportado pela considerável produção, reservas, geração de caixa em relação ao endividamento e o seu domínio na indústria petrolífera brasileira.

“Os ratings da Petrobras são limitados principalmente pelo i) rating soberano do Brasil, ii) risco de execução do plano de negócios e iii) o potencial de interferência governamental contrária aos interesses comerciais e financeiros da empresa”, conclui a agência em seu comunicado.

Venda de GásLocal para White Martins

Nesta segunda-feira (27), a Petrobras comunicou aos seus acionistas e ao mercado em geral que finalizou a venda da sua participação de 40% na empresa GásLocal para a White Martins.

Como o Mercado1Minuto apontou aqui, a Petrobras receberá R$ 60,6 milhões, sendo que R$ 56 milhões já foram pagos na sexta-feira (24) da semana passada. Segundo o comunicado da estatal, o restante do valor está sujeito a correção previsto no respectivo acordo, mas será pago no prazo de até 13 meses a contar da data do fechamento da operação.

Em nota, ainda é ressaltado que o acordo encerra controvérsias decorrentes das atividades do Consórcio Gemini e da GásLocal, em especial pendências de arbitragem e temas em discussão judicial.

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