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Evergrande pretende vender participação de US$ 1,5 bilhão no Banco Shengjing

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Evergrande pretende vender participação de US$ 1,5 bilhão no Banco Shengjing Hector Retamal | AFP
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Enfrentando uma forte crise financeira, a incorporadora imobiliária chinesa Evergrande fechou um acordo para vender uma fatia de 20% no Shengjing Bank ao governo local de Shenyang por 10 bilhões de yuans (US$ 1,55 bilhão). Atualmente, a Evergrande possui 34,5% das ações do banco, fatia que recuará para pouco menos de 15% se a transação for concluída.

A compradora é uma estatal do setor de investimentos industriais, gestão de capital e ativos controlada pelo governo da cidade de Shenyang, a maior da província de Liaoning, no nordeste da China.

Segundo comunicado, o banco exigiu que todos os recursos sejam reservados ao pagamento de dívidas, sendo assim, a venda pouco ajudaria a Evergrande a pagar suas enormes dívidas com credores de títulos e compradores de imóveis. O pagamento será feito após o cumprimento de condições precedentes, como a aprovação da transação pelo conselho do Shengjing Bank e de órgãos reguladores chineses.

A venda enfatiza as medidas tomadas por autoridades para minimizar os efeitos para o sistema bancário do agravamento da crise de liquidez da Evergrande.

"A entrada do comprador, uma empresa estatal, vai ajudar a estabilizar as operações do Shengjing Bank e ao mesmo tempo, ajudará a aumentar e manter o valor dos 14,75% de participação que a companhia manterá no banco", ressalta a incorporadora.

Na semana passada, a Evergrande deixou de pagar os juros de uma emissão de bonds em dólar, mas uma de suas subsidiarias conseguiu fechar um acordo com credores para o pagamento dos juros de uma emissão de títulos feita na China.

A Fitch abaixou a nota de crédito da incorporadora de CC para C (calote próximo), referindo que a Evergrande provavelmente não pagou juros sobre notas seniores sem garantia e entrou em um período de carência de 30 dias.

De acordo com dados compilados pela Bloomberg, a empresa precisa pagar um cupom de US$ 45,2 milhões sobre um título em dólar que vence em 2024, nesta quarta-feira (29).

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