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Petrobras anuncia venda de 5% em Búzios por US$ 2,08 bilhões à chinesa CNOOC

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Petrobras anuncia venda de 5% em Búzios por US$ 2,08 bilhões à chinesa CNOOC Fernanda Capelli / O Globo
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Nesta quarta-feira (29), a Petrobras (PETR3;PETR4) informou aos seus acionistas e ao mercado em geral a venda de parte adicional de 5% no contrato de partilha de produção do excedente da cessão onerosa no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos à companhia chinesa CNOOC, por US$ 2,08 bilhões.

De acordo com a estatal, o impacto da curva de produção da Petrobras com a venda da fatia em Búzios só começará após o fechamento da transação, não sendo esperada qualquer interferência na meta de extração de 2021.

“A opção de compra pela parceira de fatia adicional no mega campo de Búzios já estava prevista no contrato assinado após o leilão do volume excedente ao contrato de cessão onerosa, em 2019", disse a Petrobras.

No leilão, a CNOOC já havia comprado 5% de participação, enquanto outra empresa chinesa, a CNODC, também adquiriu 5%, sendo que a Petrobras ficou com 90% no ativo. A estatal pagará o valor total da venda à vista no fechamento da operação. Além disso, foi incluído no acordo US$ 1,45 bilhão em compensação e US$ 630 milhões pelo reembolso do bônus de assinatura.

No início da semana, a CNOOC ressaltou que planejava levantar até US$ 5,41 bilhões em uma nova emissão de ações na bolsa de valores de Xangai, visando financiar diversos projetos de petróleo e gás.

A operação de Búzios ainda requer a aprovação do órgão antitruste Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do regulador de petróleo ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e do Ministério de Minas e Energia.

Rating da Petrobras

A agência de classificação de risco, Moody’s, elevou o rating corporativo da Petrobras de Ba2 para Ba1. Como o Mercado1Minuto apontou aqui, de acordo com a agência, o aumento se deu principalmente por conta do forte desempenho operacional e financeiro da estatal, com foco nas suas sólidas métricas de crédito.

Além disso, a Moody’s também elevou, simultaneamente, a avaliação de crédito de linha base (BCA) da Petrobras de ba2 para ba1. Conforme a avaliação da agência, a perspectiva do rating é estável.

Em comunicado, a Moody’s também ressalta que o rating Ba1 da Petrobras está um degrau acima da classificação soberano Ba2 do Brasil com base no perfil de crédito da mesma. A classificadora declara que a governança corporativa protege a Petrobras de alguma forma da interferência do governo.

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