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Caixa finaliza o processo de autorização da sua subsidiária DTVM

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Caixa finaliza o processo de autorização da sua subsidiária DTVM Marcelo Camargo / Agência Brasil
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Nesta quarta-feira (29), a Caixa Econômica Federal comunicou ao mercado em geral que a sua subsidiária integral, Caixa Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (Caixa DTVM), finalizou os procedimentos de autorização da DTVM junto ao Banco Central (BC).

Em fato relevanteF, o banco afirmou que em julho do ano passado, o Conselho de Administração da Caixa aprovou a constituição da DTVM, seu Estatuto Social, estrutura organizacional e de governança, a migração das atividades de gestão de veículos de investimentos líquidos e estruturados e o aporte de capital na subsidiária.

Em fevereiro de 2021, o BC autorizou a constituição da sociedade, sendo lavrada em abril do mesmo ano, e a escritura pública de constituição da empresa, com integralização do seu capital social.

Em agosto deste ano, a DTVM se habilitou perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também aderiu aos códigos da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais, pertinentes às suas atividades.

“O acordo comercial entre as partes foi aprovado nas instâncias de governança da CAIXA, pelo qual o banco confere à DTVM o direito de exclusividade na prestação de serviços de gestão de recursos em veículos de investimento em que a própria seja Administradora Fiduciária e Distribuidora, e do mesmo modo a CAIXA tem a exclusividade na prestação dos serviços de administração fiduciária e de distribuição de veículos de investimento no âmbito da Rede de Distribuição CAIXA nos veículos de investimento geridos pela CAIXA DTVM”, ressaltou o banco em comunicado.

Em nota, a instituição financeira diz que o direito da exclusividade da DTVM não abrange o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS), os fundos de investimento dos quais o FI-FGTS seja o único cotista e as Carteiras Administradas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços e do Fundo de Desenvolvimento Social.

Por fim, após a finalização dos processos de autorização e habilitação junto aos órgãos reguladores e autorreguladores, a DTVM está apta para iniciar suas operações e realizar seu processo de migração dos fundos para administração.

IPO

O objetivo do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, é organizar a DTVM para abrir o capital da gestora na B3. Com isso, a instituição já definiu desde junho deste ano o presidente da asset (gestão de ativos), dando o título ao vice-presidente de Finanças e Controladoria, Gabriel Dutra Goes.

De acordo com a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), a Caixa Asset possui 426 fundos e R$ 693,9 bilhões em ativos sob gestão.

Segundo o presidente da federação, Sergio Takemoto, a operação de abrir o capital da Caixa DTVM é “abrir mão” de um dos ativos mais valiosos da Caixa. Takemoto teme que isso comprometa a rentabilidade e a capacidade do banco de investir em políticas públicas.

“É um processo de fatiamento da estatal similar ao que foi feito com a Petrobras. O banco vai sendo desvalorizado aos poucos, até ser vendido totalmente por um valor baixo. A conta fica para as dezenas de programas sociais históricos da Caixa, que se tornam inviáveis”, afirmou o presidente.

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