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Desemprego recua para 13,7% e nível de ocupação fica acima de 50% pela primeira vez em 14 meses

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Desemprego recua para 13,7% e nível de ocupação fica acima de 50% pela primeira vez em 14 meses Tony Winston/Agência Brasília
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A taxa de desemprego no Brasil recuou no trimestre encerrado em julho, mas o país ainda tem mais de 14 milhões de pessoas em busca de um trabalho.

Caindo 1,0 ponto percentual no trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego chegou a 13,7%. No trimestre finalizado em abril, o número era de 14,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa apontou ainda que houve um aumento de de 3,6% no número de pessoas ocupadas, com mais 3,1 milhões no período analisado, chegando a 89 milhões de pessoas. Em comparação com o mesmo período de 2020, a alta foi de 6,6%. Em razão disso, o nível de ocupação subiu 1,7 ponto percentual, para 50,2%, primeira vez acima de 50% desde o início da pandemia da Covid-19.

"Essa é a primeira vez, desde o trimestre encerrado em abril de 2020, que o nível de ocupação fica acima de 50%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país", explicou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.

Adriana esclareceu que, no trimestre e no ano, houve recuperação dos empregos com carteira assinada. Mas ainda há cinco milhões de pessoas ocupadas a menos do que no período pré-pandemia.

Já o emprego com carteira assinada, totalizou 30,6 milhões no trimestre móvel analisado, a alta foi de 3,5% e 4,2% (1,2 milhão) ante o mesmo trimestre de 2020. Mas o número de empregados sem carteira assinada no setor privado subiu 6,0% no trimestre e 19,0% no ano, o que totaliza mais de 1 milhão de pessoas.

A pesquisa mostrou que a taxa de informalidade neste trimestre foi de 40,8%, ou 36,3 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,8% e, no mesmo trimestre de 2020, 37,4%. O trabalho informal inclui aqueles sem carteira assinada, sem CNPJ ou trabalhadores sem remuneração.

”Os trabalhadores informais continuam sendo os impulsionadores da ocupação, mas já há um crescimento da carteira ajudando na recuperação", destacou Adriana.

O IBGE apontou como recorde da série histórica o número de trabalhadores por conta própria, atingindo 25,2 milhões de pessoas e com alta de 4,7% em comparação ao trimestre anterior e 17,6% na comparação anual, o que significa 3,8 milhões de pessoas.

Em contrapartida o número de empregadores com CNPJ foi menor da série histórica, sem variação significativa no trimestre e recuando 7,4%, menos 240 mil pessoas no ano.

O resultado divulgado hoje pelo IBGE está em linha com os números do IPEA publicados pelo M1M na última quarta-feira (28).

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