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Ipea abaixa projeção para alta do PIB em 2022 a 1,8% diante de aperto monetário

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Ipea abaixa projeção para alta do PIB em 2022 a 1,8% diante de aperto monetário Rovena Rosa / Agência Brasil
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) anunciou que baixou a sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2022 a 1,8%, anteriormente prevista para 2%, devido principalmente à pressão inflacionária que vem obrigando o Banco Central (BC) a elevar a taxa básica de juros.

O instituto destacou que a inflação, que está em um patamar alto nos últimos meses, e as previsões futuras afetarão diretamente o poder de compra dos brasileiros. De acordo com o diretor do Ipea, José Ronaldo Souza Junior, a redução na projeção para 2022 se deu a uma política monetária mais restritiva, que tende a arrefecer o crescimento da economia.

Para este ano, o Ipea prevê uma inflação de 8,3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), ficando acima do teto da meta oficial para este ano, de 3,75% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Já para o ano que vem, o instituto estima uma desaceleração, mas ainda fora do centro do objetivo, avanço de 4,1% do IPCA, contra meta central de 3,5% com margem também de 1,5 ponto percentual. Além da pressão inflacionária, o Ipea também aponta uma deterioração das condições financeiras das famílias brasileiras devido ao crescimento no nível de endividamento.

Por fim, o Ipea afirmou que ano que vem o setor agropecuário e os investimentos dos estados devem ser os destaques do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB).

Desemprego

De acordo com outro levantamento realizado pelo Ipea e divulgado na última segunda-feira (27), o desemprego recuou para 13,7% em junho, último trimestre móvel iniciado em abril. Já em março, foi de 15,1%.

Como o Mercado1Minuto mostra aqui, além do desemprego, o levantamento também mostra que a taxa de desocupação dessazonalizada, que exclui os efeitos das variações sazonais do conjuntos de dados temporais de junho (13,8%), é a menor apurada desde maio de 2020.

A pesquisa analisa o desempenho recente do mercado de trabalho, com base na desagregação dos trimestres móveis da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e em informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

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