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1,4 milhões de trabalhadores são entregadores ou motoristas de aplicativo, diz IPEA

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1,4 milhões de trabalhadores são entregadores ou motoristas de aplicativo, diz IPEA  Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
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De acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (07) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil cerca de 1,4 milhões de trabalhadores estão em atividades no setor de transporte de passageiros ou mercadorias por aplicativos.

No ano de 2016 esse número era de 870 mil trabalhadores, houve uma alta de 60%. Já no primeiro trimestre de 2018, o número atingiu 1 milhão e no terceiro trimestre de 2019 já estava em 1,3 milhão.

A pesquisa mostrou que atualmente os autônomos nos serviços de aplicativos representam, aproximadamente, 31% do total estimado de 4,4 milhões de pessoas alocadas no setor de transporte, armazenagem e correio no país.

"Por conta da pandemia de Covid-19, houve redução ao longo de 2020, mas o número logo se estabilizou nos dois primeiros trimestres de 2021 em 1,1 milhão de pessoas ocupadas em transporte de passageiros no regime de conta própria, valor 37% superior ao do início da série, em 2016”, diz o Ipea.

Já o número de transportadores de mercadorias por aplicativos subiu de 30 mil trabalhadores em 2016 para 278 mil em 2021. Alta 979,8% no período.

Entre o primeiro trimestre de 2016 e o segundo de 2021, 5% dos trabalhadores autônomos no transporte de passageiros e de mercadorias, o faziam como um trabalho secundário. O ponto alto dessa porcentagem foi no terceiro trimestre de 2019, quando 7,4% dos trabalhadores de aplicativo tinham outro emprego principal.

"Com a ascensão das plataformas de aplicativos para entregas de mercadorias ou transporte de passageiros e o consequente avanço tecnológico que facilita mais contratações de curto prazo, é possível perceber que a quantidade de pessoas com empregos não tradicionais teve um crescimento exponencial nos últimos anos", finaliza o Ipea.

Desemprego

Como divulgamos aqui no M1M, no final de setembro a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua apontou que mesmo com o recuo na taxa de desemprego no Brasil, o país ainda tem mais de 14 milhões de pessoas em busca de um trabalho.

A taxa de desemprego chegou a 13,7%, caindo 1,0 ponto percentual em comparação com o trimestre finalizado em abril, quando o número era de 14,1%.

A pesquisa mostrou que a taxa de informalidade no período foi de 40,8%, um total 36,3 milhões de trabalhadores informais. Já o número de trabalhadores por conta própria teve alta de 4,7%, um total de 25,2 milhões de pessoas e aumento de 17,6% na comparação anual.

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