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Com alta dos preços, consumo de carne vermelha deve diminuir em 14% neste ano

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Com alta dos preços, consumo de carne vermelha deve diminuir em 14% neste ano Nair Bueno/DL
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A alta da inflação e a taxa de 14,1 milhões de desempregados no país deve reduzir em 14% o consumo de carne vermelha neste ano em comparação com o período pré-pandemia. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse é o menor nível de consumo registrado no Brasil nos últimos 26 anos.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a carne vermelha acumula alta de 30,7% em 12 meses, resultado ligado diretamente ao aumento do dólar, que pressionou o preço dos insumos pecuários, como a ração.

Outro ponto que contribuiu para que a carne ficasse mais cara no país foi a demanda internacional. Foram exportadas 1,7 milhão de toneladas de carne in natura em 2020, aumento de 10% em comparação a 2020. Só a China comprou 868,7 mil toneladas de carne.

Com esse aumento nos preços, alguns brasileiros são obrigados a substituir a carne vermelha por outras opções, mesmo que não sejam tão nutritivas. É o caso das famílias que estão consumindo o pé, pescoço e miolos de galinha, durante este período. A produção de ovos de galinha bateu recorde em 2020, ao todo, foram 4,8 bilhões de dúzias produzidas, totalizando 22,5 dúzias por habitante.

Em setembro, uma pesquisa do Datafolha mostrou que 85% dos entrevistados reduziram o consumo de algum alimento desde o início de 2021, desse número, 67% cortaram o consumo de carne vermelha. Outros 35% citaram o arroz e feijão, base da alimentação do brasileiro.

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