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Mercado de capitais capta R$ 404,8 bilhões entre janeiro e setembro e já ultrapassa volume obtido em 2020

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Mercado de capitais capta R$ 404,8 bilhões entre janeiro e setembro e já ultrapassa volume obtido em 2020 Liza Summer | Pexels
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O volume captado pelas empresas brasileiras no mercado de capitais entre janeiro e setembro deste ano foi de R$ 404,8 bilhões, número que supera o volume registrado em todo o ano de 2020, quando a captação foi de R$ 371,9 bilhões. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o resultado é o segundo melhor desde o início da série histórica, em 2011. O bom resultado foi puxado, principalmente, pelas operações com debêntures e IPOs.

Em relação às debêntures, o resultado de janeiro a setembro é de R$ 155,4 bilhões, avanço de 108,4% ante o mesmo período de 2020. Em todo o ano passado, as ofertas de debêntures atingiram R$ 121,1 bilhões. Nos nove primeiros meses do ano, foram realizadas 45 operações de IPO (oferta pública inicial de ações), totalizando R$ 63,4 bilhões. Nesse mesmo período de 2020, foram 27 IPOs no valor total de R$ 45,3 bilhões.

A renda variável teve o melhor resultado da série histórica: entre janeiro e setembro, o volume de ofertas foi de R$ 123,7 bilhões.

“A renda variável é o grande destaque do terceiro trimestre e deste ano. Além dos números expressivos, é importante mencionar a diversidade de empresas e de setores que têm acessado a bolsa de valores, contribuindo ao dinamismo do mercado”, afirma José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente.

As operações de renda fixa também registraram alta em relação a 2020. Entre os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), foram emitidos R$ 21,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2021. Entre os FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório), foram R$ 42,5 bilhões. As ofertas de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) chegam a R$ 12,9 bilhões até o terceiro trimestre, resultado 45% maior do que no mesmo período do ano passado.

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