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Aneel autoriza reajuste de tarifa de três térmicas por alta dos combustíveis

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Aneel autoriza reajuste de tarifa de três térmicas por alta dos combustíveis Pexels
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A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), nesta sexta-feira (8), autorizou o reajuste dos custos de geração de energia de três térmicas no Brasil para repasse do aumento dos preços dos combustíveis no país e no exterior.

Dentre as escolhidas está a térmica Araucária, no Paraná, movida a gás natural, passará a receber R$ 2,553,20 por MWh (megawatt-hora) gerado, tornando-se a usina mais cara do país. Outras selecionadas foram a Potiguar 1 e 3, a óleo diesel, com uma alteração para R$ 1.379,89.

Em sua solicitação à Aneel, a térmica Araucária informou que a Petrobras (PETR3;PETR4) ameaça interromper o suprimento de gás, pois o preço pago não é suficiente para cobrir o custo de importação do combustível. A estatal é acionista do projeto, controlado pela companhia paranaense Copel (CPLE6).

Neste ano, com a disparada da cotação internacional do gás, a Araucária já teve 10 reajustes de tarifa desde março, quando vendia energia a R$ 652,60 por MWh. A alta acumulada no período é de 291%. Com a última alteração, a hidrelétrica ultrapassou a usina William Arjona, no Mato Grosso do Sul, sendo a mais cara do país.

As usinas Potiguar 1 e 3 solicitaram recomposição tarifária devido à alta do preço do diesel, que sofreu um novo reajuste nas refinarias na semana passada. Segundo a hidrelétrica, com a nova tarifa aprovada pela Aneel, o aumento foi de quase 40% em relação aos valores atuais e valerá até o dia 31 de dezembro de 2021.

Com a seca sobre os reservatórios das hidrelétricas, agora, as térmicas respondem por cerca de um quarto da geração de energia no Brasil, justificando a adoção da bandeira de escassez hídrica, que entrará em vigor até abril de 2022. Atualmente, o país está na bandeira vermelha nível 2, de R$ 9,49 por 100 kWh.

Contratação emergencial de energia elétrica

Nesta terça-feira (5), a diretoria da Aneel autorizou a realização do leilão de contratação emergencial de energia de reserva, previsto para o dia 25 de outubro deste ano.

Segundo a agência, o novo leilão foi aprovado como parte das medidas para otimização da utilização dos recursos hidroenergéticos e para o enfrentamento da atual situação de escassez hídrica.

O objetivo é contratar energia de reserva derivada de fontes eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a óleo diesel e combustível, a biomassa e a gás natural, com conexão nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, que são as regiões que foram mais afetadas pela falta de chuvas e sofrem com a redução do nível dos reservatórios de hidrelétricas.

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