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Bandeira “Escassez Hídrica” não será suficiente para cobrir custos, diz MME

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Bandeira “Escassez Hídrica” não será suficiente para cobrir custos, diz MME Pexels
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Segundo a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia, Marisete Dadald, o governo brasileiro e a reguladora Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) já estudam como solucionar o descasamento financeiro das distribuidoras, já que a bandeira tarifária “Escassez Hídrica” não está sendo suficiente para cobrir os custos pagos pelo país para garantir a segurança energética.

De acordo com Dadald, os gastos do Brasil para o abastecimento elétrico, em meio à maior seca nos reservatórios de hidrelétricas em 90 anos, foram mais altos do que o estimado por conta de um aumento dos preços dos combustíveis em todo o planeta.

Com isso, as distribuidoras estão enfrentando maiores custos no pagamento de térmicas e só receberiam um retorno no reajuste tarifário do ano que vem.

“A bandeira ‘Escassez Hídrica' não será suficiente para a cobertura de todos os recursos que nós utilizamos para a segurança energética”, afirmou a secretária-executiva do Ministério de Minas e Energia.

A atual bandeira, que estava em vigor entre setembro deste ano e abril de 2022, foi criada pela Câmara De Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) e proporcionou um aumento adicional de 6,78% na tarifa média dos consumidores regulados.

Tarifação de três térmicas

A Aneel, no dia 8 deste mês, autorizou o reajuste dos custos de geração de energia de três térmicas no Brasil para repasse do aumento dos preços dos combustíveis no país e no exterior.

Como o Mercado1Minuto apontou aqui, dentre as escolhidas está a térmica Araucária, no Paraná, movida a gás natural, passará a receber R$ 2,553,20 por MWh (megawatt-hora) gerado, tornando-se a usina mais cara do país. Outras selecionadas foram a Potiguar 1 e 3, a óleo diesel, com uma alteração para R$ 1.379,89.

Em sua solicitação à Aneel, a térmica Araucária informou que a Petrobras (PETR3;PETR4) ameaça interromper o suprimento de gás, pois o preço pago não é suficiente para cobrir o custo de importação do combustível. A estatal é acionista do projeto, controlado pela companhia paranaense Copel (CPLE6).

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