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IGP-DI recua 0,55% em setembro, aponta FGV

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IGP-DI recua 0,55% em setembro, aponta FGV Shutterstock
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Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) na última semana, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,55% em setembro, após queda de 0,14% em agosto, acumulando alta de 15,12% no ano e de 23,43% em 12 meses.

Em comparação ao mesmo período de 2020, o índice havia subido 3,30% e acumulava elevação de 18,44% em 12 meses.

Para André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, o recuo no IGP-DI teve influência da diminuição no preço de commodities.

“A queda de 22,11% registrada no preço do minério de ferro influenciou novamente o resultado da inflação ao produtor, que recuou de 0,42% em agosto para a queda de 1,17% em setembro. Afora o comportamento do minério, os preços de outras commodities importantes também apresentaram quedas, como milho (5,26% para -5,10%), bovinos (-0,24% para -2,69%) e soja (4,25% para -0,32%)”, afirma André Braz.

Componentes

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou queda mais intensa no último mês, passando de -0,42% em agosto para -1,17% em setembro. Por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou de 2,19% em agosto para 1,26% em setembro, recuo influenciado pelos alimentos in natura, cuja taxa passou de 8,09% para 2,22%. O índice de bens finais, que exclui os alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,15% em setembro, após alta de 1,64% em agosto.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,84% em agosto para 1,91% em setembro, com influência do subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,53% para 1,87%. O índice de Bens Intermediários, que exclui combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,91% em setembro, ante 2,05% no mês anterior.

Puxado pelo minério de ferro (21,39% para 22,11%), milho em grão (5,26% para 5,10%), soja em grão (4,25% para 0,32%) e bovinos (0,24% para 2,69%), o estágio das matérias-primas brutas caiu 5,75% em setembro, após a queda de 4,17% em agosto.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 1,43% em setembro, contra 0,71% em agosto. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice tiveram aumento em suas taxas de variação: habitação (0,59% para 2,59%), educação, leitura e recreação (1,03% para 2,90%), transportes (0,69% para 1,50%), comunicação (0,05% para 0,39%) e despesas diversas (0,18% para 0,30%).

Em destaque o instituto apontou a tarifa de eletricidade residencial (0,93% para 8,52%), passagem aérea (7,25% para 22,70%), gasolina (1,14% para 3,38%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (-0,19% para 1,04%) e serviços bancários (0,15% para 0,27%). Por outro lado, entre os grupos que apresentaram quedas está saúde e cuidados pessoais (0,49% para 0,14%), alimentação (1,25% para 1,09%) e vestuário (0,38% para 0,28%), puxados por artigos de higiene e cuidado pessoal (1,16% para -0,01%), hortaliças e legumes (4,25% para 2,51%) e acessórios do vestuário (0,82% para -0,01%).

De acordo com os dados do FGV Ibre, o núcleo do IPC registrou taxa de 0,46% em setembro, ante 0,53% no mês anterior, e o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 65,48%, 12,58 pontos percentuais abaixo do registrado em agosto, quando o índice foi de 78,06%.

Por último, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve uma variação de 0,51% em setembro, ante 0,46% no mês anterior. Os grupos que desaceleraram na passagem de agosto para setembro estão: materiais e equipamentos (1,01% para 0,71%), serviços (0,47% para 0,35%) e mão de obra (0,00% para 0,37%).

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