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AES Brasil conclui balcão organizado em blockchain para compra e venda de energia

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AES Brasil conclui balcão organizado em blockchain para compra e venda de energia Pexels
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A AES Brasil (AESB3) juntamente à Fohat Corporation, finalizou o projeto de balcão organizado em blockchain para a compra e venda de energia. Segundo a companhia, as operações serão realizadas em ambiente digital, com uma contraparte central, garantindo a custódia e a liquidação dos contratos negociados.

A blockchain é uma tecnologia que permite o registro de transações e o rastreamento de ativos em redes, muito utilizado na negociação de criptomoedas.

Até então, as empresas não informaram a previsão da estreia do projeto, no entanto, a plataforma já está em desenvolvimento desde 2019 e recebeu um investimento de R$ 3,4 milhões, como parte do programa de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com o projeto, o balcão de energia em blockchain permite compra e venda online e pode ser integrado a outras soluções para a comercialização de contratos de energia e certificados de energia renovável (IREC). Além disso, permite a conexão via usina virtual (Virtual Power Plants, em inglês), possibilitando a agregação em nuvens a capacidade oferecida no sistema à mesa de comercialização.

O projeto de lei que altera o marco regulatório do setor elétrico aprovado pelo Senado e está em tramitação na Câmara, permitirá a abertura total do mercado livre. Além disso, possibilitará a portabilidade da conta de luz, como no setor de telefonia, onde o consumidor escolhe a operadora.

Oferta restrita de ações

No mês passado, a AES Brasil informou ao público que seu Conselho de Administração aprovou a realização de uma oferta pública de distribuição primária de ações, além de uma distribuição secundária, por parte do BNDESPar, em uma operação restrita que pode movimentar R$ 1,8 bilhão.

Como o Mercado1Minuto apontou aqui, segundo o comunicado da companhia, o objetivo da oferta é acelerar o plano de crescimento da empresa, com foco na diversificação do portfólio por meio de fontes complementares à hídrica, e potencializar a criação de valor para os acionistas.

A oferta consistiu na distribuição primária de 93 milhões de novas ações, enquanto a secundária foi de até 39,554 milhões de ações de titularidade do BNDESPar. O valor de R$ 1,8 bilhão considerou os títulos adicionais, tendo como base o fechamento dos papéis ordinários na B3 do dia 17 setembro, no valor de R$ 13,60.

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